Entrevista Hypeness

Ativista pela legalização da cannabis mostra como Uruguai quebrou tabus da planta

por: Gabriela Rassy

Divórcio, aborto e casamento homoafetivo. Não é de hoje que o Uruguai se mostra pioneiro em relação às liberdades individuais de seus cidadãos. A liberação do autocultivo, da criação de clubes e da venda de produtos à base de cannabis nas farmácias foi só mais uma delas. Desde 2013, o pequeno país mostra ao mundo como é possível oferecer remédios de qualidade e investir no uso industrial do cânhamo, enquanto afasta as pessoas do tráfico de drogas, cria uma relação linda com a natureza e para de vez de reduzir o debate a um baseado.

Enquanto discutia a Lei 19.172 no parlamento Uruguaio, a ativista Mercedes Ponce de León começou a desenvolver a Expocannabis Uruguay, que neste ano celebra sua 6ª edição. Referência local no assunto, ela teve contato com a maconha na adolescência e logo passou a ter papel ativo militando na Juventude da Vertente Ativista a favor da legalização.

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Mercedes começou a trabalhar na indústria da cannabis na Califórnia, estado mais avançado neste sentido nos Estados Unidos, buscando trazer experiências e conhecimento para seu país. Hoje, com muitos brasileiros interessados no tema e a Anvisa acenando para uma possível legalização da planta medicinal, ela vem ao Brasil trazer exemplos e mostrar como o Uruguai continua evoluindo.

Batemos um papo com Mercedes para saber mais sobre sua trajetória, o ponto onde o Uruguai se encontra, além de expectativas para o Brasil:

Hypeness
Como foi o começo da sua relação com a maconha até chegar a ser ativista?

Mercedes Ponce de León
Eu ouvi falar da maconha na adolescência e minha primeira impressão foi de medo. Era uma droga e isso era ruim. Até que vi que meu irmão mais velho fumava e comecei a perder o medo. Quando cheguei na universidade, com meu primeiro namorado, comecei a dar meus primeiros traguinhos. Era uma situação bem bonita, a gente se relaxava. Eu perdi o medo ali e foi das primeiras vezes que comecei a compreender que isso estava me fazendo bem. Eu fumava e conseguia focar para estudar, ficar tranquila – sou uma pessoa muito ansiosa. Minha família não sabia de nada. Com o tempo, eu comecei ser ativista da cannabis no Uruguai falando com setores políticos diferentes pela despenalização, pela legalização. Ninguém falava da regulamentação naquele tempo, era uma questão mais de direitos humanos. As lutas dos meus direitos que eram os direitos da planta também. Depois de um tempo minha família descobriu que eu estava fumando. Eu falei: “mãe, eu fumo há anos e você nem percebeu, agora sou uma adulta. Não vou parar e estou trabalhando para legalizar”. Hoje minha mãe usa o óleo de cannabis que eu faço para ela. Quando eu falei para o meu pai que estava trabalhando no Estados Unidos com a maconha, ele não falava para ninguém e agora ele fala todo orgulhoso: “minha filha faz expocannabis”. É uma mudança de toda a sociedade. No Uruguai, a aceitação cresceu nesta mudança de geração e nós somos consequência dessa troca que naturalmente se vai dar.

Mercedes na Expocannabis 2017

HYP
Como foi para você a mudança da relação com o tráfico para o plantio?

MPL
Minha relação com a planta, com o espírito feminino da Santa Maria da Cannabis Sativa, começou com minhas primeiras experiências e eu cultivei a relação com a planta à medida que eu crescia. Foi um momento em que eu também descobri as plantas sagradas em geral. Comecei a ter uma relação de respeito, muito mais do que fumar maconha para ficar chapada. Era uma questão terapêutica, espiritual. Comecei com o ativismo em 2004 e quando fui trabalhar com as plantas na Califórnia, em 2008, descobri o poder do cultivo, de fazer meu próprio medicamento, além da importância do orgânico para o meio ambiente e para a saúde. A regulação da cannabis teve uma consequência que a gente não pensava: antes se falava em prensado, em boca de narcotráfico, em roubo, todas as questões de insegurança. Agora está todo mundo falando de sementes, de substratos, de PH da água, da importância do orgânico, de luz, de sol, das estações. A juventude está se aproximando da natureza e essa é uma mudança muito importante para toda sociedade. Para mim foi! Eu comecei com cannabis, mas hoje eu tenho uma horta na minha casa. Eu planto manjericão, tomate, tenho árvores frutíferas. A verdadeira revolução é a tomada de consciência. Nós damos poder quando fazemos uma compra. Por que então vou comprar um produto transformado pela mega indústria com veneno, que vai ser ruim para meu organismo? A cannabis está permitindo abrir as possibilidades da consciência da importância de ser responsável pelo que estamos consumindo, de sair do narcotráfico e cultivar – ou ter parceiros que cultivem. Eu acredito no uso sagrado da planta e também no uso industrial.

“A verdadeira revolução é a tomada de consciência”

 

HYP
Quais as possibilidades de uso industrial da cannabis?

MPL
A planta é uma fonte de matéria-prima para um monte de coisas que são básicas na vida do homem: alimento para nós e para os animais, fibra para fazer papel – os papiros da China foram os primeiros papéis do mundo -, roupas, casas feitas com blocos de madeira de cânhamo, que é um material muito resistente, vivo e biodegradável. Você pode fazer cosméticos, energia com biodiesel e até bioplástico, que é uma alternativa vegetal aos plásticos fósseis que estamos utilizando. A planta tem um sistema de raízes que limpa os cursos de água subterrânea, absorvendo materiais pesados e limpando a água. Podemos fazer barreiras sanitárias de cânhamo e limpar espaços que têm águas contaminadas. Ela regenera o solo fazendo biomassa. Ela tem um monte de benefícios para o meio ambiente e para os humanos e nada disso tem a ver com fumar maconha para ficar chapado. Estamos falando de outra coisa, de outro potencial. Antes da proibição, o mundo inteiro plantava cânhamo. Todas os navios de guerra foram criadas da maconha, nesta época o uso industrial era o maior. Com a proibição, a atenção ficou no mercado recreativo. A concepção proibicionista da cannabis a reduz a somente um composto químico dela, que é o THC. Agora o demônio é o THC, mas ele é medicinal também. É importante olhar a planta como um todo, em todas as possibilidades.

Papéis de cânhamo ainda são muito usados na China

HYP
Quais os países mais progressistas em relação à maconha?

MPL
A cannabis tem origem na Ásia central, da região que hoje é Índia, Irã e Paquistão. Na Índia eles fazem o uso sagrado da cannabis há anos. Faz parte da sua cultura. A China é o maior produtor de cânhamo até hoje para fazer papel. O estado do Estados Unidos mais progressistas certeza é a Califórnia. Ali começaram as regulações, essa comunidade é bem progressista e tudo que tá acontecendo em parte está acontecendo também pelo trabalho que fizeram os cultivadores, as organizações sociais, organizações de pacientes na Califórnia há muito tempo. Eles aprovaram em 1996 a proposição 2/15 que permitiu o avanço da maconha no Estados Unidos. O Uruguai é um país pequeno que não tem a igreja ligada ao governo e que é pioneiro em outras questões sociais. Funciona como um laboratório de experimento das revoluções sociais que começam no Uruguai e se expandem para o resto da América Latina e do mundo. Por exemplo, Uruguai foi o primeiro país a legalizar o divórcio, o voto das mulheres em um momento que era impensável, que legalizou o aborto, o matrimônio igualitário e a maconha. É uma mais dessas questões sociais que a gente está experimentando numa sociedade estável, pequena. Estamos provando para ver se dá para o mundo e os resultados são bons.

HYP
Como está hoje o tráfico e a aceitação dos uruguaios em relação à legalização?

MPL
O nível de aceitação antes da regulação era menos de 50% da população. Hoje, a cannabis medicinal tem 98% de aprovação. O Parlamento no Uruguai está aprovando um projeto de lei nesta temática com apoio de todos os partidos políticos, direita e esquerda. É uma mudança social que deu e a indústria está crescendo: já temos 22 licenças de cânhamo Industrial, que não tem THC, 16 de investigação, 5 de industrialização, 5 de plantio psicoativo. Na questão recreativa, pontualmente, é importante claro algumas coisas. Na regulação do Uruguai existem 3 vias de acesso à cannabis para uso adulto: o autocultivo, o clube e a farmácia. Hoje, temos mais ou menos 7.600 autocultivadores registrados; 170 clubes com aproximadamente 3.800 pessoas, ou seja um total de 11.200 pessoas. Para comprar na farmácia, a cannabis feita pelas empresas que o Estado dá licença para produzir, controla a produção e bota o preço, que aliás é o mesmo da maconha prensada do narcotráfico vinda do Paraguai, temos 37 mil pessoas registradas. Já ficou comprovado que somente autocultivo e clubes não são suficientes para cobrir a demanda. A farmácia é a via de acesso hoje mais utilizada no Uruguai, tanto que não temos produtos suficientes para abastecer todo mundo. Agora o governo está dando novas licenças de produção para mais empresas produzirem cannabis para farmácia. Isso acabou com o narcotráfico? Não. A maconha não vai acabar com o narcotráfico. A maconha representa uma parte muito pequena desse mercado. Eles trabalham com outros narcóticos na forma grande. Mas o que posso te dizer é que hoje temos 48 mil pessoas registradas que antes compravam maconha de narcotráfico e hoje não. Compram de maneira legal e regulada. Se você multiplica por 40 gramas mensais, que é o que o governo atesta como saudável, são quase duas toneladas por mês de cannabis produzida fora do narcotráfico. Essa quantidade é muito maior que qualquer apreensão da polícia na guerra contra as drogas. Já está provado pelos números que a repressão policial é muito menos eficiente que o marco regulatório da cannabis, que tira para fora os clientes do narcotráfico e oferece uma via legal.

HYP
Devemos dizer cannabis ou maconha?

MPL
A questão do léxico é muito importante porque existe um poder na comunicação. Verdadeiramente, o nome científico da planta é cannabis sativa. A maconha é um nome produto da proibição e cada país tem o seu. Mas a marijuana foi um termo completamente criado nos Estados Unidos para criminalizar imigrantes do México que consumiam maconha e chegavam ali.

HYP
Mas a palavra em todos os casos é feminina?

MPL
É importante uma coisa que eu resgato agora com a regulação. O espírito da planta é feminino. Existe o macho e a fêmea, já que é uma planta dioica. Mas é a cannabis, como é a lavanda, a hortelã. E tem plantas masculinas: o tabaco, o jasmim, o coentro. Com a proibição, ficou ainda mais forte o gênero feminino. A maioria da bibliografia científica da cannabis dos últimos anos é feita em inglês, que não tem gênero. É the cannabis. Mas agora que é uma coisa boa, que a gente tá descobrindo que tem um potencial, que tem uma indústria, muitos países estão falando O cannabis. Queremos visibilizar a importância das mulheres nesta indústria, que temos a possibilidade de ter postos gerenciais, muito mais que em qualquer outra indústria. Que é nova, que não tem especialistas, não está dominada pelo espírito patriarcal onde os homens ganham mais e têm mais oportunidades. A indústria da cannabis está oferecendo uma saída diferente, com oportunidades para empreendedoras mulheres, como eu e muitas outras. E também as mulheres são o lado mais fraco na cadeia do narcotráfico. A maior parte das mulheres presas estão ali por participação na cadeia do tráfico. Não são os mega traficantes, são elas que vão encarceradas. É importante que o espírito feminino da planta tenha a possibilidade de unir as mulheres nessa luta antiproibicionista.

HYP
Como as feiras contribuem para quebrar tabus em relação à planta?

MPL
Num tema tabu como este, todas as iniciativas que facilitem o acesso à informação de qualidade, com base científica, são boas. A tarefa dos meios de comunicação, dos eventos que buscam cientistas especialistas na temática, que buscam as empresas que estão trabalhando para fazer uma plataforma legal e institucional de trabalho, é importante. O Expocannabis Uruguay é o primeiro evento no país totalmente regulado, então é o primeiro evento que tem a planta da cannabis dentro do evento e que tem a presença do governo explicando a regulação. Isso é fundamental porque é uma ferramenta articuladora num negócio que vem do underground, cheio de estigma. Ali é o lugar onde se normaliza a indústria e a regulação em si. É uma plataforma de conexão entre os atores principais que são as organizações sociais, as academias e centros de investigação, os agentes estatais do governo, os agentes privados da indústria e o público geral. Todas essas pessoas fazendo a rede e tecendo os vínculos é importantíssima para o desenvolvimento da indústria que é nova e que está muito estigmatizada. É uma oportunidade para fazer negócios, para fazer contatos, para ter acesso à informação, para fazer pesquisas. O papel dos eventos é legitimar a indústria, normalizar os processos de regulação e trazer informação de qualidade no temática que é tabu.

HYP
Como você vê o momento do Brasil em relação à legalização?

MPL
A gente está hoje aqui porque algo aconteceu no Uruguai depois que a gente fez a expocannabis e não tínhamos previsto: ficamos surpreendidos com a quantidade de gente do Brasil no evento. A gente percebeu que o brasileiro tinha muito interesse, mas pouco acesso a informações de qualidade. Estavam chegando lá para desfrutar da liberdade do futuro do Brasil que hoje já é uma realidade no Uruguai. Estou convencida que o Brasil vai regular o mercado da cannabis um dia. É uma questão de tempo por que a tendência no mundo é a regulação. E o Uruguai é a prova. No último expocannabis, uma empresa do Brasil que ganhou como melhor stand. Viemos aqui no Brasil para conhecer a galera e esse ecossistema que tá acontecendo, entender o que podemos fazer para ajudar o seu processo regulatório. Podemos contar experiências, legitimar o trabalho de empresas daqui promocionando seus produtos e suas marcas em um ecossistema já regulado, podemos ajudar a conectar quem ainda não se conhece dentro do próprio Brasil. Queremos ajudar o povo brasileiro a fazer esse processo da melhor maneira possível.

HYP
Qual o potencial do Mercosul neste processo?

MPL
No Uruguai, era legal consumir cannabis desde de 1974 – aliás, qualquer droga. Mas você era obrigado fazer um delito, seja plantando ou vendendo, para ter acesso ao seu direito de consumir. Nossa regulação partiu daí, não foi pela questão medicinal. E aqui no Brasil é a questão medicinal que está abrindo as portas. Cada país tem o seu processo, mas é importante que estejamos unidos, por que América Latina tem um grande potencial no futuro desta indústria. O Paraguai é o maior produtor de cannabis da América, o Chile é o maior produtor de cânhamo da história da América, o Brasil é rico com seu potencial em produção de proteína vegetal e de energia biodiesel, que o cânhamo tem a possibilidade fazer. A Argentina tem terra completamente rica para tipo de cultivo, o Uruguai tem o marco regulatório favorável e completamente aberto, com experiência a nível mundial. Temos oportunidade no Mercosul de fazer coisas grandes nessa indústria e é importante para nosso ecossistema que tenham indústrias que sejam boas de investir, de trabalhar. E estou falando do cânhamo industrial, não estou falando de ninguém ficar chapado. Fumar é um fator minúsculo nas possibilidades que a cannabis tem. A medicinal já é maior e a industrial é gigante. Tem aplicações em milhares de indústrias e de produtos. Aí é onde a gente tem que botar energia, atenção e esforços: no uso industrial. Esta que verdadeiramente é uma possibilidade de mudar muitas coisas nesse mundo.

HYP
Quais os maiores benefícios da legalização?

MPL
Paz. Tirou Gente de outras bocas de distribuição. Mostrou para o mundo inteiro que a regulação do mercado é uma saída pacífica e alternativa à guerra contra as drogas, que é um fracasso totalmente comprovado. Desde que começou a guerra até agora temos mais drogas, mais acessíveis, mais baratas e de pior qualidade. Está aproximando as pessoas da natureza e a consciência do que estamos consumindo. Está oferecendo alternativas de saúde em doenças para as quais a medicina tradicional farmacêutica não está encontrando saída.

HYP
Nós temos um sistema de canabinóide no nosso corpo. O que seria isso?

MPL
Temos um sistema chamado canabinóide, que trabalha totalmente com a planta. Nós produzimos no nosso cérebro substâncias iguais aos canabinóide que estão na planta, produzimos THC dentro da nossa cabeça. É chamado endocanabinóide no seu cérebro e fitocanabinóide na planta. Na primeira descoberta foi chamado anandamida. Então é um vínculo que a gente não pode fazer de conta que não enxerga. Existe.

HYP
Quais suas expectativas para os próximos anos? Quais as próximas batalhas para chegarmos além?

MPL
Temos várias coisas e isso é bom por que é motivante. A lei é boa, mas a cabeça do pessoal que ainda está no poder não muda tão rápido como uma lei. Ainda tem muita resistência no governo mesmo e falta de vontade política para algumas questões. Agora o Uruguai está aprovando, com apoio dos partidos políticos de direita e esquerda, um projeto de acessibilidade à cannabis medicinal. É um projeto que não é necessário, mas que acontece porque o ministério da saúde do Uruguai é muito resistente à cannabis. Diferente que outros países, como aqui, que as autoridades sanitárias estão mais abertas para o tema medicinal, lá a questão medicinal ainda está muito fechada. Recentemente chegou à farmácia um produto e cada ano está melhor. Então ali tem uma luta para servir para os pacientes medicinais. Temos uma luta a fazer no nível corporativo empresarial para deter e cortar o estigma corporativo que existe. Como a cannabis está na lista de super pacientes nas convenções dos Estados Unidos, temos um bloqueio financeiro com os bancos que não permitem que a indústria se desenvolva com total tranquilidade. A gente tem que lutar pelas pessoas presas pelo narcotráfico, por posse de maconha. Anistia para pessoas presas por isso. A indústria vai crescendo e isso traz oportunidades de trabalho na diversificação da matriz produtiva e econômica do país.

HYP
Você acredita que a indústria farmacêutica queira barrar a regulamentação?

MPL
Se diz que tem pouca evidência científica e é verdade que antes tinha, mas cada dia tem mais. Tinha pouca informação por causa da proibição. Ninguém dava nem $1 para fazer uma pesquisa. A indústria farmacêutica exerce pressões, claro, na questão da produção de sementes, de saúde, de alimentação. A cannabis é solução para monte de doenças e quando as fórmulas específicas dos óleos da cannabis forem reveladas, preparadas e estudadas, vamos ter uma bateria enorme de medicamentos que não vão funcionar mais. Isso é um impacto para indústria. Eles querem pegar o negócio e não podem porque é ilegal nos Estados Unidos, ainda tem muita resistência, a dominação dos médicos. Existe esse impasse, mas não é o único. A igreja também coloca pressão em muitos setores. Muitas dessas questões são morais e econômicas, sem fundamento científico. As desculpas para não regular a maconha são baseadas em não-evidências científicas válidas. Não tem uma morte de cannabis registrada no mundo. Não existe dose letal. Que não é bom na gravidez? Não é bom. Que não é bom para dirigir? Não é bom. Mas tabaco não é bom. Álcool não é bom. O problema não é substância senão uso que fazemos delas. A melhor maneira de combater isso é com informação de qualidade.

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Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.

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