Ciência

Criada por brasileiros, vacina é esperança para dependentes de cocaína

31 • 10 • 2019 às 17:05
Atualizada em 31 • 10 • 2019 às 18:10
Yuri Ferreira
Yuri Ferreira   Redator É jornalista paulistano e quase-cientista político. É formado pela Escola de Jornalismo da Énois e conclui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo. Já publicou em veículos como The Guardian, The Intercept, UOL, Vice, Carta e hoje atua como redator aqui no Hypeness desde o ano de 2019. Também atua como produtor cultural, estuda programação e tem três gatos.

Pesquisadores da UFMG estão desenvolvendo uma importante vacina que pode acabar com a dependência em cocaína. A vacina ‘treina‘ o corpo criando anticorpos contra a cocaína e impedindo ela de chegar ao cérebro do viciado, coibindo seus efeitos. A pesquisa vem sendo feita desde 2017.

A vacinada é resultado de uma pesquisa da UFMG

Em agosto desse ano, a vacina anticocaína da UFMG entrou pra submissão de testes da Agência Nacional de Vigilâcia Sanitária (Anvisa) e a ideia é que os experimentos em humanos sejam feitos até o primeiro semestre do ano que vem. Segundo os pesquisadores, a vacina teria capacidade de coibir igualmente o crack, sendo uma alternativa conjunta para o tratamento da dependência química.

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Existem pesquisas em universidades e fundações americanas que também buscam reduzir o consumo de cocaína, que é um dos principais fatores para o dependência do crack.  Essas vacinas seriam importantíssimas para redução de danos, e poderiam trazer efeitos importantíssimos quando combinadas com outras formas de reabilitação.

“No usuário, o que a gente espera é aumentar a taxa de abstinência para que as pessoas consigam retomar a vida com autonomia e independência, como elas merecem. O que a gente acha é que a vacina associada a outros tratamentos vai aumentar as chances de sucesso destes tratamentos”, afirmou ao G1 o pesquisador Frederico Garcia que desenvolve a vacina na UFMG.

Segundo a International Narcotics Control Board (INCB), o Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína do mundo, apenas atrás dos EUA. Em 2016, o Brasil era o número 1 no consumo de crack. Pesquisas como a da UFMG são importantíssimas para lidar com esse problema de saúde pública.

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Essa não é a única maneira de tratamento contra a dependência química que está sendo feita no Brasil. A Universidade Federal de Goiás (UFG), está na corrida também para conseguir expandir e patentear um remédio que consegue reduzir os efeitos e impedir overdoses de cocaína. O medicamento da UFG já foi para as últimas fases e pode entrar no mercado a qualquer momento.

“A pressão arterial e os batimentos cardíacos começam a voltar ao normal cerca de dois minutos após a administração da nanopartícula que desenvolvemos”, afirmou Sarah Fernades, pesquisadora da Universidade que trabalhou no desenvolvimento do remédio.

 

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Foto: Creative Commons/US Army


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