Inspiração

Ela foi a primeira profa brasileira eleita entre os 10 melhores do mundo

por: Redação Hypeness

Guarda esse nome: Débora Garofalo. Poderia ser apenas uma entre os mais de 2,5 milhões de professores do Brasil, mas foi eleita uma das 10 melhores profissionais do mundo.

A história de Débora foi resgatada nos últimos dias pela jornalista Bárbara Forte, do Uol Ecoa. Quando trabalhava na escola municipal Almirante Ary Parreiras, a professora decidiu iniciar um projeto ousado com os estudantes: ela iria ensinar robótica usando lixo.

Localizada entre quatro grandes favelas na zona sul de São Paulo, a instituição enfrentava dois problemas: o baixo orçamento, comum às escolas públicas, e a grande quantidade de resíduos nas proximidades. A iniciativa “Robótica com sucata promovendo a sustentabilidade” conseguiu encontrar uma única solução para ambas dificuldades.

Nos últimos 4 anos, estima-se que Débora tenha recolhido cerca de 1 tonelada de lixo no bairro Vila Babilônia. O que para algumas pessoas não tinha utilidade, foi transformado em circuitos eletrônicos sob o olhar da professora.

Graças a essa conquista, ela foi indicada ao Global Teacher Prize 2019, considerado o Nobel do ensino. Débora se tornou a primeira professora brasileira a concorrer à premiação, ficando entre os 10 finalistas.

Quem levou a melhor na competição foi o queniano Peter Tabichi, mas a projeção levou a educadora a ampliar o projeto. Ela foi chamada pela Secretaria de Educação de São Paulo a replicar a iniciativa para 2,5 milhões de estudantes no estado.

Finalizando o mestrado em Educação, a professora já possui uma pós-graduação em Língua Portuguesa. A formação a levou a trabalhar desde jovem na rede pública de São Paulo. Quando surgiu a oportunidade de dar aula de tecnologias na escola Almirante Ary Parreiras, decidiu recorrer a conhecimentos que havia obtido quando trabalhou em uma fábrica, antes de começar a lecionar.

A ideia de inserir os resíduos no projeto só surgiu depois, quando percebeu os problemas que o excesso de lixo gerava na comunidade e na vida dos alunos. À reportagem, ela relatou que presenciou de ratos entrando nas casas dos jovens a crianças cujas famílias perderam tudo em enchentes. Foi quando decidiu que iria usar suas aulas para combater esse problema.

Em 2015, com autorização da escola, ela e os alunos passaram a recolher materiais que pudessem ser usados em sala de aula. Papelão, plástico, vidro, madeira, tudo poderia ser ressignificado.

O resultado foi ainda melhor do que o esperado. Além de uma queda de 93% na evasão escolar, a nota da escola no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) subiu de 4,2 para 5,2.

Maravilhosa, não é mesmo?

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Todas as fotos: Débora Garofalo/EducaPX


Redação Hypeness
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