Viagem

Eles cruzaram o Atlântico a bordo de um carro flutuante em 119 dias nos anos 1990

por: Gabriela Glette

Que viajar é uma das melhores coisas da vida, disto não restam dúvidas. No entanto, que tipo de viajante você é? Do tipo que gosta de conforto, o mínimo de aventura e de muito planejamento; ou prefere sair em busca de novas aventuras, sem se importar muito com o que pode vir a acontecer? Em 1999, estes dois amigos italianos – Marco Amoretti e Marcolino De Candia, cruzaram o Atlântico a bordo de um carro flutuante, e esta história nos mostra que mais importante que chegar ao destino final, é saber desfrutar a jornada – neste caso, cheia de perigos e aventuras.

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Neste caro a aventura começou com a escolha do transporte. Se a maioria das pessoas escolhe aviões, ônibus e carros, eles optaram por navegar o oceano a bordo de um carro, tornando-se assim as primeiras pessoas a atravessar o oceano Atlântico a partir de um carro flutuante. A ideia veio do pai de Marco – Giorgio, que um ano antes de ser diagnosticado com câncer terminal, criou um “automóvel marítimo”. No entanto, ele estava muito doente para concluir a viagem, então seu filho partiu para realizar seu sonho.

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Em 4 de maio de 1999, os quatro jovens partiram das Ilhas Canárias para alcançar o outro lado do Oceano Atlântico. Eles usaram um Volkswagen Passat destruído e um Ford Taunus cheio de poliuretano flutuante para completar a viagem. O compartimento do motorista e do passageiro foi organizado como um abrigo. Em cima do carro, tínhamos um barco de borracha com um buraco no meio que nos permitia entrar e sair do carro”, explicou Marco.

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Os 2 irmãos de Marco também embarcaram na aventura, mas desistiram no meio do caminho devido a fortes enjoos. Não que isto tenha desencorajado os dois amigos que tinham certeza de que seriam capazes de realizar a travessia. No entanto, engana-se quem estima que a viagem foi fácil. O par era frequentemente atingido por tempestades e chegou a ser atacado por um tufão. Uma das vezes, eles perderam todo o contato com o mundo quando o telefone via satélite quebrou.

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“Quando finalmente ligamos para casa novamente, eu continuava perguntando sobre meu pai … eles não nos disseram nada para não diminuir nossa confiança, mas, pouco antes de chegarmos à Martinica, descobri que ele havia morrido”, conta Marco.

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No entanto, eles desafiaram todas as probabilidades e completaram a exaustiva jornada. Depois de 4 longos meses, os dois viajantes chegaram ao seu destino – o Caribe. No entanto, esta história representa muito mais do que o percurso das primeiras – e, talvez as últimas pessoas a atravessar o oceano Atlântico em um carro flutuante. Ela fala sobre superação, realização de sonhos, e sobretudo, ela fala sobre amor. “Agora estou orgulhoso porque mostrei ao mundo que o sonho de meu pai não era impossível”, completa o italiano.

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Fotos: reprodução


Gabriela Glette
Uma jornalista que ama poesia e mora na França, onde faz mestrado em comunicação. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias.

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