Debate

Músicas de Natal não fazem bem à saúde, dizem pesquisadores

por: Gabriela Glette

O assunto é polêmico, mas não podemos deixar de falar. Com o fim do ano chegando e o natal se aproximando, como você se sente? A resposta não é tão óbvia quanto parece ser, porque nem todo tem motivos para comemorar. E na corrida para ver quem incorpora melhor o espírito natalino, as músicas de natal só pioram. Victoria Williamson – da Universidade de Londres, afirma que elas podem ter um efeito bastante negativo em nossa mente.

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Porém, o problema não são as músicas em si, mas os gatilhos que elas geram. Isto sem falar na repetição excessiva das mesmas músicas, que pode nos levar à fadiga cognitiva e ao estresse. Segundo a cientista, o impacto da música depende de nossa saúde mental no momento em que a ouvimos.

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Por exemplo, algumas pessoas estão desempregadas e não podem comemorar o natal, enquanto outras perderam algum ente querido, e assim por diante. A vida não para e os boletos continuam a chegar, mesmo no natal. E apenas uma música pode ser o suficiente para nos lembrar do tamanho do problema que precisaremos enfrentar após o período de festas terminar.

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Acredite se quiser, mas esta não é a única pesquisa do gênero. Em 2011, a Consumer Reports, descobriu que 23% dos americanos via nas músicas natalinas o pior lado da data. Outra, realizada no Canadá em 2014 por uma empresa de pesquisas, viu que 36% dos entrevistados admitiam deixar uma loja antes do que precisavam por conta da trilha natalina. Existe algo de nostálgico nas músicas de natal, mas é preciso reconhecer que elas foram feitas exatamente com este objetivo: nos emocionar.

Músicas de Natal

Uma das canções mais famosas de natal do mundo – Jingle Bells, foi escrita na verdade para o Dia de Ação de Graças, comemorado nos Estados Unidos e Canadá. Algumas pessoas consideram a data ainda mais importante do que o Natal.

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Fotos: Unsplash


Gabriela Glette
Uma jornalista e produtora de conteúdo que mora na França. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias. Gabriela também é fundadora do site Quokka Mag, onde fala apenas sobre coisas boas!

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