Ciência

Novas informações sobre local do vazamento de petróleo dão pistas de sua origem

por: Redação Hypeness

O vazamento de petróleo que está levando óleo para centenas de praias do Nordeste tem sido analisado em diferentes frentes. Apesar da origem das manchas ainda não ter sido oficialmente estabelecida, um estudo traz novas informações que podem ajudar a descobrir de onde partiu o petróleo.

A pedido da Marinha, um estudo para mapear a possível área de onde partiu o óleo foi feito pelo Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Manchas de óleo

A região apontada pelo levantamento abrange uma extensão que começa a uma distância de 600 a 700 quilômetros da costa brasileira, já em águas internacionais, na direção da divisa entre Sergipe e Alagoas.

Por meio de uma metodologia chamada modelagem numérica, os pesquisadores utilizaram informações sobre a maneira que o óleo chegou às praias, as correntes marinhas e os ventos, de maneira a reconstituir o caminho que o óleo precisaria ter percorrido para se espalhar pelo litoral brasileiro como temos acompanhado.

“O ponto inicial seria entre 600 e 700 quilômetros, e [a área] entra um pouco mais pro Atlântico. Estamos nesse momento trabalhando para tentar diminuir essa área. Não temos um ponto de vazamento, temos uma área grande no meio do Oceano que é uma área de provável origem do óleo”, disse para a Agência Brasil Luiz Assad, professor da UFRJ que participou do estudo.

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O engenheiro Luiz Landau, coordenador do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia da Coppe, explicou ao Estadão que a data de vazamento do petróleo pode ser estimada em 14 de junho, ao buscar reproduzir as condições do evento do modo mais fiel possível.

De acordo com a mesma reportagem, os pesquisadores acreditam que o mais provável é que tenha ocorrido um grande vazamento na área mapeada durante uma operação chamada ship-to-ship, na qual o óleo é transferido de um navio para outro em alto-mar, trazendo altos riscos de acidente e vazamentos.

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Foto: Reprodução/Governo de Sergipe


Redação Hypeness
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