Matéria Especial Hypeness

Óleo no Nordeste: saiba como você pode ajudar na limpeza das praias

por: Kauê Vieira


O petróleo instaurou o caos na costa brasileira. Mais de 2 mil quilômetros da costa do Nordeste foram atingidos pelo óleo que mudou a cor da areia, do mar e ameaça o ecossistema e a economia de uma das regiões mais importantes para a preservação ambiental. 

– O que se sabe até agora sobre o derramamento de petróleo que avança pelo litoral do Nordeste

O desastre ambiental deixa sequelas sem precedentes

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) destaca que pelo menos 53 cidades de 8 estados da região foram atingidos pelo derramamento. Destaque para Morro de São Paulo (BA), Porto de Galinhas (PE), Maragogi (AL). Os registros de contaminação abrangem mais de 200 praias.  A origem? Bom, ainda não se sabe. 

Acusado de demora na tomada de decisão, o governo federal ainda não conseguiu bater o martelo sobre os responsáveis por um crime ambiental com consequências catastróficas para o Brasil. Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, assim como fez o presidente da República, chegou a culpar a Venezuela. Depois, o ministro responsabilizou  Greenpeace. 

Mancha de óleo atinge praia de Salvador

A acusação de negligência contra o governo federal ganha força com reportagem da Veja sobre um satélite que detectou a mancha de óleo antes de atingir as praias de Morro de São Paulo (BA).

Até o momento, a Marinha e a Polícia Federal apuram a origem das manchas de óleo. O IBAMA diz que 2.190 filhotes de tartaruga foram capturados de forma preventiva na Bahia. Já a Marinha confirma a retirada de 600 toneladas de resíduos tóxicos. 

Na raça 

A verdade é que desde o dia 30 de agosto a mobilização veio do povo. Gente que depende diretamente do mar para garantir o sustento, ativistas e defensores do meio ambiente e pessoas que acreditam que a preservação da natureza está acima de qualquer ideologia.

À BBC a oceanógrafa Mariana Thevenin, articuladora do grupo baiano de voluntários Guardiões do Litoral, garantiu que a recuperação vai demorar décadas. “A contaminação química dura muito mais tempo do que aquilo que a poluição visual pode sugerir”, ressalta. 

Voluntários reclamam da falta de ajuda do governo federal

A oceanógrafa explica que o óleo interfere na cadeia alimentar. “Essas substâncias contaminam todos os organismos do ambiente. Isso entra na cadeia até chegar no peixe que consumimos”, complementa. 

Como ajudar? 

Dezenas de vídeos circulam nas redes sociais mostrando os esforços de pessoas comuns para tentar conter o avanço do óleo. Embora seja louvável, a atitude pode causar problemas pelo alto risco de intoxicação. Especialistas aconselham o uso de botas, luvas e máscaras de proteção para quem quiser participar da mobilização. 

Você pode ajudar por meio de ONGs. A Atadosmaior rede de voluntariado do Brasil – disponibilizou uma plataforma com voluntários e ONGs de regiões afetadas pelo petróleo. Em Pernambuco, a Salve Maracaípe atua na proteção de Porto de Galinhas. Membro do Comitê de Crise do Estado de Pernambuco, o coletivo é administrado por homens e mulheres imbuídos nos esforços para a limpeza da região. 

O Xô Plástico também atua em Pernambuco e organiza mutirões de limpeza nas praias afetadas. No Instagram, a ONG cobrou ações do governo federal e chamou a atenção para os riscos de contaminação. 

“A preocupação está sendo a saúde dos voluntários. Importante salientar que este sempre foi um apelo do Salve Maracaípe, que o governo federal cumpra seu papel e bote a mão no óleo”. 

Você pode contribuir e ajudar uma ONG que atua no Nordeste

Na Paraíba, o Atados está em busca de gente para ajudar a limpar as praias do estado nordestino, além de pessoas para trabalhar com logística – garantindo transporte, lanches e hidratação. 

O cenário é grave na Bahia e existe chances do óleo – que já contaminou partes da praia do Farol da Barra em Salvador – atingir praias da região sul do estado. A ONG Guardiões do Litoral está aberta para quem quiser contribuir. O grupo atua em praias de Salvador. Além disso, voluntários realizaram intervenções artísticas para criticar e chamar a atenção da sociedade para o novo desastre ambiental brasileiro


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Fotos: foto 1: EBC/foto 2: EBC/foto 3: Mateus Morbeck Fotografia/Reprodução/foto 4: EBC


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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