Ciência

Pesquisa mostra quando crianças param de acreditar em Papai Noel

25 • 10 • 2019 às 19:43
Atualizada em 25 • 11 • 2019 às 19:45
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Para alguns é uma fantasia pedagógica e estimulante, para outros uma mentira que estimula o consumo e o pior moralismo, mas seja qual for sua posição, o fato é que todos nós em algum momento tivemos de enfrentar a dura realidade de que o Papai Noel não existe. Qual a idade média em que essa revelação se sucede? Qual o impacto de tal descoberta? Essas foram as bases do estudo levantado pelo pesquisador Christopher Boyle, que segue em realização mas que teve alguns dados preliminares revelados.

Professor de psicologia da Universidade de Exeter, no Reino Unido, Boyle começou tal pesquisa em 2016, depois de escrever um ensaio sobre o significado de transmitir a lenda do Papai Noel para as crianças – e, a partir das tantas mensagens que recebeu sobre o tema, iniciou o trabalho. Mais de 1200 pessoas do mundo inteiro foram entrevistadas e, de acordo com os primeiros resultados, a idade media para se descobrir a verdade (ou a mentira) sobre o Papai Noel é de 8 anos. É nessa altura da infância que as crianças começam a prestar mais atenção na conversa dos pais e na própria rotina da casa – e assim começam a desconfiar da história.

56% dos entrevistados afirmou que a descoberta em nada abalou sua confiança nos adultos – mas 33% afirmaram terem se chateado com a descoberta, 15% receberam-na como uma traição, e 10% efetivamente sentiram raiva ao descobrir que o Papai Noel não existe. Hoje, 70% dos entrevistados também incentivaram a propagação da lenda entre as crianças, e os restantes 30% não compactuaram com a história. A pesquisa sustenta que, ainda que os universos ficcionais ofereçam uma alternativa ao mundo real e o incentivo à imaginação, o motivo mais profundo por trás da manutenção da história do bom velhinho é o desejo dos pais de retornarem por alguns instantes à infância. A pesquisa ainda está sendo concluída, e deve ser publicada em breve.

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