Sustentabilidade

PETA lança suéter com ovelhas mutiladas em campanha contra a tosa

Gabriela Glette - 21/10/2019 | Atualizada em - 21/11/2019

O natal no hemisfério norte é repleto de clichês, e um deles são as icônicas malhas estampadas. Renas, Papai Noel, bonecos de neve e bichinhos fofos que nos remetem ao inverno. Porém, este ano a PETA – People for the Ethical Treatment of Animals, ONG que se dedica aos direitos dos animais, decidiu inovar e lançou um suéter com ovelhas mutiladas. O objetivo não é colocar à venda mais um suéter natalino clássico, mas chocar a população, através de uma campanha contra a tosa.

suéter ovelhas mutiladas peta 1

Produzida em 3D, a frente ensanguentada das ovelhas se projeta para fora da frente do suéter, enquanto a parte traseira fica para trás. Mais direto, impossível. A peça faz parte de uma campanha anti-lã da PETA, com as palavras “lã dói” em letras maiúsculas destacadas no suéter. A organização também garantiu que a roupa fosse feita de fio 100% acrílico, sem lã.

suéter ovelhas mutiladas peta 2

Durante a campanha, a PETA também mencionou que celebridades como Billie Eilish e P! Nk ajudaram o movimento contra a lã e incita a Forever 21 a parar de produzir qualquer mercadoria de lã. Vale lembrar que a rede de fast-fashion pediu falência, no mês passado, o que levará ao fechamento de mais de 178 lojas somente nos Estados Unidos. Fundada em 1984, com os diversos escândalos sobre a indústria da moda, está cada vez mais difícil de manter uma marca de fast-fashion no mercado.

suéter ovelhas mutiladas peta 3

No site da PETA, a instituição também alega que os trabalhadores foram pegos “espancando”, “chutando” e até matando ovelhas em galpões de tosquia. Por mais que o suéter seja bizarro, comprá-lo é ajudar a luta pelos direitos dos animais. A malha está à venda no site oficial por U$ 149 , cerca de 600 reais.

A verdade por trás da tosquia

A tosquia é o ato de cortar a lã bem rente ao corpo do animal, e o ato em si não é o problema. O excesso de lã também não é saudável, já que pode causar superaquecimento e perda da capacidade de regular a temperatura corporal no verão; desconforto e dificuldades na mobilidade; acúmulo de sujeira; queimaduras; doenças e atração de insetos, entre outros.

No entanto, o que era para ser uma prática que visa o bem estar dos animais, acabou se transformando em uma máquina de violência. A indústria da lã é cruel e repleta de morte e doença. Somente na Australia, cerca de dez milhões de ovelhas morrem a cada ano antes de completarem mais do que alguns dias de vida. Depois de tosquiada, a ovelha é enviada para o abate, e quando diminui a produção de lã de um carneiro, eles são também vendidos para o abate.

Quem alimenta este mercado é a própria indústria da moda. Felizmente, hoje diversas marcas e estilistas famosos anunciaram que deicxaram de trabalhar com produtos de origem animal. Entre eles, a francesa Chanel e Stella McCartney, filha do ex-beatle – Paul McCartney.

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Fotos: divulgação


Gabriela Glette
Uma jornalista e produtora de conteúdo que mora na França. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias. Gabriela também é fundadora do site Quokka Mag, onde fala apenas sobre coisas boas!

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