Ciência

Universidade da Bahia transforma óleo recolhido em praias do Nordeste em carvão

por: Redação Hypeness

Parece que as universidades federais são bem diferentes da balbúrdia que algumas pessoas dizem que elas são. Um exemplo disso é a Universidade Federal da Bahia (UFBA), que por meio de um projeto está encontrando um destino para o óleo que tem emporcalhado o litoral do Nordeste.

O Instituto de Química da universidade tem o projeto ‘Compostagem Francisco’, que atua com processos de compostagem acelerada. Os estudos realizados nesse projeto, formado por uma doutora, três estudantes de graduação e uma de doutorado, permitiram criar uma técnica que transforma o petróleo que está sendo encontrado nas praias em carvão.

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Óleo transformado em carvão

“Bioativadores criados aqui no instituto aceleram a degradação da matéria orgânica e, em 60 minutos, o petróleo é degradado e transformado em carvão”, explicou a professora doutora Zenis Novais da Rocha, responsável pelo projeto, para o jornal Correio 24 Horas.

As máquinas da universidade permitem transformar diariamente 50 kg do óleo em carvão, segundo a reportagem, mas o óleo ainda está chegando em pouca quantidade ao Instituto de Química. Apenas alguns voluntários que estão limpando as praias é quem tem levado o petróleo.

“Esse processo de compostagem acelerada é limpo, não inflamável, com aditivos que não agridem o meio ambiente, e ainda não libera gases que seriam liberados em caso de incinerar o óleo, por exemplo. Então, é uma escolha com inúmeras vantagens”, complementou a professora ao Correio.

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Balbúrdia…

Posted by Projeto de Compostagem Francisco – IQ/UFBA on Saturday, October 19, 2019

Balbúrdia…petróleo depois de processado olha o que virou!!!!

Posted by Projeto de Compostagem Francisco – IQ/UFBA on Friday, October 18, 2019

Profª Zenis da química ufba.

Posted by Projeto de Compostagem Francisco – IQ/UFBA on Friday, October 18, 2019

De acordo com análises e investigações, todo o óleo encontrado possui a mesma origem, ainda não definida. A principal suspeita é que o material tenha vindo de navios petroleiros que realizaram limpezas em seus tanques e escoado os rejeitos diretamente para o mar.

Esse petróleo cru é altamente tóxico. Tocar ou pisar no material é desaconselhado pelo IBAMA e, caso o contato ocorra, é fundamental que o material seja retirado com gelo ou óleo de cozinha e o local de contato seja imediatamente lavado com água e sabonete neutro – sem jamais levar as mãos sujas à boca ou aos olhos.

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Foto: Reprodução/Facebook


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