Inspiração

Ela decidiu continuar esta incrível colcha deixada pela metade por senhora de 99 anos que faleceu

por: Gabriela Glette

Ao visitar uma casa à venda perto de sua casa em Chicago, a entusiasta de artesanato Shannon Downey reparou que havia uma caixa repleta de lindos desenhos e alguns bordados. Ao pesquisar, descobriu que ela pertencia à Rita Smith, costureira e bordadeira talentosa, que morava naquela casa e havia morrido aos 99 anos, deixando este incrível projeto. Apaixonada por flores, sua era bordar uma colcha mapeando as espécies de flores dos Estados Unidos, mas ela acabou morrendo antes de finalizá-la. Foi quando Shannon Downey decidiu terminar o último projeto de costura desta senhora.

colcha de retalhos 1

Sempre que encontro um projeto de bordado inacabado, compro-o e termino porque não há como a alma descansar com um projeto deixado para trás, explicou em suas redes sociais. Foi então que ela decidiu unir bordadeiras da sua cidade, que decidiram oferecer seu tempo para um propósito comum. Homenageando uma pessoa que ela nunca conheceu, Shannon chegou a explicar o que a motivou em sua página do Instagram: Só sei que a pessoa que morreu não pode ficar tranquila com um projeto inacabado por aí”.

colcha de retalhos 2

A senhorinha havia feito diversos bordados separados, que depois precisariam ser costurados em uma colcha. A famosa colcha de retalhos. “Passei pela caixa e Rita havia cortado todos os quadrados e começado a transferir os desenhos para os quadrados. Ela começou por Nova Jersey, mas faltava todos os outros estados”. Downey publicou uma foto em suas redes sociais, convocando bordadeiras que gostariam de ajudá-la a finalizar o projeto. Em pouco tempo, mais de 1000 pessoas se ofereceram rapidamente para ajudar. Ela acabou escolhendo 100 pessoas de todos os EUA e Canadá para fazer os hexágonos, 50 para os estados e 50 para as flores.

colcha de retalhos 3

Desta maneira, uma incrível rede de mulheres se formou. Shannon mandou os desenhos para todas as bordadeiras, que conforme terminavam seu trabalho, enviavam a colcha para a próxima mulher, e assim em diante. A colcha chegará em sua casa no dia 15 de novembro, de onde ela pretende enviá-la para um museu de colchas como exemplo de um belo projeto colaborativo. Ela acredita que toda a história mostrou o melhor do que uma comunidade pode fazer, bem como o lado positivo das mídias sociais. Os seres humanos são incríveis. A comunidade pode ser construída em qualquer lugar”, completa orgulhosa.

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Fotos: Twitter


Gabriela Glette
Uma jornalista que ama poesia e mora na França, onde faz mestrado em comunicação. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias.

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