Estilo

Esta thread conta a história e mostra a diversidade das tranças

por: Gabriela Glette

Popularizada entre pessoas de diferentes raças e tipos de cabelo, as tranças têm uma incrível história de ancestralidade por trás, mas que geralmente fica escondida atrás do elemento estético do penteado. De uma maneira simples e didática, uma usuária do Twitter publicou uma thread que conta a história e mostra toda a diversidade das tranças.

A beleza das tranças

 

Segundo a usuária – apelidada de Verônica, tão importante quanto o desenho é o ato da trança, que transmite os valores culturais entre as gerações. Na África, por exemplo, as tranças abrangem diferentes significados sociais, entre eles: religião, parentesco e etnias.

Ela representa um pouco da África nos negros da diáspora

 

A variedade de estilos está diretamente relacionada aos termos étnicos, como: Nagôs, Angolas, Jejes e Fulas, que representavam identidades criadas pelo tráfico de escravos. Desta maneira, era possível reconhecer a que tribo um indivíduo pertencia somente através de seu penteado.

 

Com o tempo, o significado das tranças foi se transformando. Com a massificação da escravidão e o extermínio de diversas etnias, elas passaram a ser uma forma de resistência e de manutenção das raízes, como é até hoje. A manipulação do cabelo é uma forma de linguagem e um dos maiores símbolos da luta pelos direitos dos negros. Foi assim com os movimentos Black Power e os Panteras Negras, por exemplo.

 

Traçando um paralelo desde os últimos séculos até hoje, a usuária nos oferece uma verdadeira aula sobre apropriação cultural, termo que vem sendo bastante utilizado nas redes sociais. Muito mais do que uma questão de beleza, os penteados e ornamentos também contam a história da humanidade.

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Fotos: reprodução


Gabriela Glette
Uma jornalista e produtora de conteúdo que mora na França. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias. Gabriela também é fundadora do site Quokka Mag, onde fala apenas sobre coisas boas!


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