Debate

No abismo racial brasileiro, mulheres negras recebem metade do salário de homens brancos

por: Gabriela Glette

A desigualdade salarial no Brasil, está basicamente ligada à duas variáveis: cor e gênero. E nesta triste realidade de nosso país, quem fica na base da desigualdade continua sendo a mulher negra. Segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, elas recebem menos da metade do que homens brancos.

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O topo da escala você já deve imaginar: homens brancos. A pesquisa, publicada na última semana, ainda constata que dois terços dos desempregados são pretos e pardos. Segundo dados, as mulheres negras receberam, em média, menos da metade dos salários dos homens brancos (44,4%), que ocupam o topo da escala de remuneração no país, no ano passado.

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Atrás deles, estão as mulheres brancas, que possuem rendimentos superiores não apenas aos das mulheres pretas ou pardas, como também aos dos homens pretos ou pardos. O estudo também aponta como isto atinge a distribuição de cargos gerenciais, já que quanto mais alto o cargo, menor é o número de pessoas pretas e pardas que ocupam esses postos.

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De acordo com o IBGE, este é um padrão que se repete ano após ano, e que não depende do nível de escolaridade, já que os brancos com nível superior completo ganhavam por hora 45% a mais do que os pretos ou pardos com o mesmo nível de instrução.

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Desemprego

Além de ganhar menos, a população preta e parda é que mais encontra dificuldade de se inserir no mercado de trabalho. Dos 12 milhões de desempregados hoje no Brasil, dois terços são negros. Eles representam 75,2% da camada mais pobre do país.

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Em 2018, 43,1% da população do Brasil era branca, 9,3% era preta e 46,5%, parda. Não podemos falar de um país justo, sem antes corrigir as bases da desigualdade.

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Fotos: reprodução


Gabriela Glette
Uma jornalista que ama poesia e mora na França, onde faz mestrado em comunicação. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias.

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