Ciência

O que você precisa saber sobre a descoberta do novo tipo do vírus HIV

por: Yuri Ferreira

Cientistas estadunidenses descobriram um novo tipo de HIV. A cepa do vírus foi encontrada na República Democrática do Congo e já está sob observação em pesquisas. A mutação do organismo é a primeira encontrada depois de 20 anos de estudos pela comunidade científica.

Mas o que esse mutação representa e o que ela nos diz? Trata-se de uma nova cepa encontrada em um tipo específico de HIV, o tipo M, que afeta a maior parte da população. Essa variação indica que o vírus pode ganhar novas características, até então desconhecidas, e também pode criar maneiras de se imunizar contra agentes defensivos, como coquetéis ou profilaxias pré e pós exposição.

– Cientistas dão passo gigante ao eliminar HIV do organismo de animais vivos

Existem 4 tipos de HIV conhecidos. O grupo O e o grupo M estão espalhados ao redor do globo. Os tipos P e Q estão controlados em regiões específicas. Cerca de 37 milhões de pessoas hoje vivem com HIV no mundo todo. O vírus voltou a crescer na juventude brasileira após vários anos de queda. Entre 2010 e 2018, o número de pessoas contaminadas pelo HIV cresceu em 21%.

Um levantamento recente da Folha de São Paulo cruzou diversos dados e apontou que cerca de 1 a cada 4 homens que transam com homens na capital paulista são portadores do vírus. O uso de camisinha entre jovens tem caído nos últimos anos.

Entretanto, no campo científico o cenário é positivo: além da identificação de mutações, o que contribui muito para a prevenção e para tratamentos em potencial, diversas descobertas têm sido feitas para coibir a HIV e AIDS (doença decorrente do vírus) a curto e longo prazo.

“Identificar novos vírus como este aqui é como buscar uma agulha em um palheiro. Com o avanço da tecnologia, a partir do sequenciamento mais moderno, é como se buscássemos esta agulha com um imã. Essa descoberta vai ajudar a interromper novas pandemias”, afirmou Mary Rodgers, pesquisadora que comandou o estudo que descobriu a nova mutação.

Uma das mais principais delas é o desenvolvimento e teste da vacina contra HIV na África do Sul desde 2015. Além disso, o segundo caso de cura do Vírus da Imunodeficiência Humana em março desse ano aconteceu graças a um transplante de medula óssea em 2017.

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Fotos: Foto:  Maureen Metcalfe, Tom Hodge/CDC/AP/Arquivo


Yuri Ferreira
Jornalista formado na Escola de Jornalismo da Énois. Já publicou em veículos como The Guardian, UOL, The Intercept, VICE, Carta e hoje escreve aqui no Hypeness. No twitter, @yurifen.

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