Futuro

Reposição obrigatória de peças por 7 a 10 anos é nova aposta da UE para redução de lixo

por: Kauê Vieira

Falar sobre poluição, mudanças climáticas, ecologia e o impacto humano sobre o meio ambiente é falar sobre consumo – e sobre como o mercado e certas orientações de produção e venda são hoje determinantes para o cenário ecológico apocalíptico em que nos encontramos. A redução de emissão de gases poluentes e o combate ao desperdício são pontos fundamentais contra os quais algumas medidas importantes vem sendo realizadas, mas a União Europeia enfim parece ter compreendido que o principal inimigo do planeta é mesmo o consumismo – e a nova regulação proposta pela Comissão Europeia pretende ser uma primeira mudança fundamental em tal lógica.

A nova regulação pretende estabelecer o que ficou conhecido como “Ecodesign”, impondo às empresas uma nova maneira de produzir e vender produtos, a fim de reduzir o desperdício e tornar os produtos mais duráveis. Para tal, regras serão impostas para que as marcas desenvolvam e produzam mais peças substituíveis ou reparáveis principalmente em eletrônicos de todos os tipos. Até pouco tempo, afinal, os produtos claramente duravam muito mais do que hoje duram – e o despejo de produtos inutilizados é um dos piores impactos ecológicos da atualidade.

Com tal medida, intitulada “Regulation Laying down ecodesign requirements” (Regulação estabelecendo exigências de ecodesign, em tradução livre) a Comissão Europeia pretende, reduzir a emissão de CO2 em 46 milhões de toneladas e salvar energia e água, tornando essa a medida mais eficaz de toda a Europa. A ideia é que as empresas tenham de oferecer peças substituíveis e a manutenção dos produtos por entre 7 a 10 anos após a compra, repensando assim a política de obsolescência programada e atacando o problema ecológico diretamente na fonte: o consumo.

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© fotos: divulgação


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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