Ciência

Usar demais o cérebro pode diminuir o tempo de vida, diz estudo

por: Gabriela Glette

Sabe aquela sensação de extremo cansaço depois de assistir uma aula longa, fazer uma prova ou até mesmo resolver uma equação? Segundo pesquisa da Universidade de Medicina de Harvard, este sentimento tem fundamento. Publicada na revista Nature, a pesquisa encontra uma possível ligação entre vidas mais longas e pouca atividade cerebral. Isto porque, quanto mais atividade realizada pelas células cerebrais, maiores são as chances de essa frequência se tornar prejudicial para o ser humano.

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Para chegar nesta conclusão, os pesquisadores analisaram o tecido cerebral do banco de doação de indivíduos na faixa etária de 60 a 70 anos e de pessoas que viveram mais de 100 anos. Depois da análise, os cientistas perceberam que os indivíduos que morreram antes de completar 80 anos apresentavam níveis mais baixos da proteína “REST” no cérebro, responsável por absorver os genes que estão envolvidos na atividade cerebral.

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O nível da proteína REST não pode ser medido em pessoas vivas, portanto, os pesquisadores usaram lombrigas e camundongos para o estudo. Ao aumentar a atividade da REST em um animal, sua atividade cerebral reduziu e eles viveram por mais tempo. Essa proteína já foi apontada como uma forma de proteger a pessoa contra o Alzheimer.

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Bruce Yanker – professor de genética e neurologia e um dos líderes do estudo, afirmou que o objetivo da pesquisa é relacionar a atividade cerebral ao envelhecimento. No entanto, além disso, o laboratório também está estudando uma possível ligação entre os níveis de REST e o uso de drogas.

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A importância de desacelerar

Este não é um tratado sobra a vagabundagem. Sabemos que para conquistar nossos sonhos, é preciso muito trabalho e estudo. Porém, qual é o limite? Os jovens nunca tiveram tantos transtornos mentais, como ansiedade e depressão. Ao mesmo tempo, cada vez mais pessoas são diagnosticadas com Síndrome de Burnout – esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastantes.

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Precisamos reaprender a desacelerar, a não se culpar por não estar produzindo o tempo todo, a dormir, a respirar. É a partir deste questionamento que surge o movimento slow, que nos ensina a importância de valorizar o tempo, nosso bem mais precioso.

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Fotos: Unsplash


Gabriela Glette
Uma jornalista e produtora de conteúdo que mora na França. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias. Gabriela também é fundadora do site Quokka Mag, onde fala apenas sobre coisas boas!

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