Ciência

1º spray nasal ‘de cogumelos alucinógenos’ com finalidade medicinal já existe

por: Vitor Paiva

Se a maconha em seu uso médico já é praticamente um consenso no meio científico como uma verdadeira revolução para o desenvolvimento de tratamentos, terapias e medicamentos – e se tornou, através do processo de legalização que toma o mundo atual, um imenso e bilionário mercado em ascensão – a nova aposta entre diversos cientistas para novos medicamentos e tratamentos em potencial é a Psilocibina. Popularmente conhecido como Cogumelo Mágico, os fungos alucinógenos possuem potencial para tratamento de alcoolismo e outras dependências, depressão e outros males psíquicos – e uma empresa estadunidense acaba de lançar o primeiro spray nasal de Psilocibina.

Lançado pela empresa Silo Wellness, a novidade surge na carona da descriminalização dos cogumelos mágicos em Denver, no estado do Colorado, nos EUA em 2019, um ano depois da FDA (espécie de Anvisa dos EUA) apontar o uso da Psilocibina para medicamentos como um “avanço” para o meio. De acordo com um release lançado pela empresa, a ideia do spray nasal é resolver alguns dilemas essenciais para o uso da substância, como ingerir a dose certa, especialmente para iniciantes (sem exagerar na quantidade e, com isso, na intensidade do efeito) e também o sabor difícil e o efeito muitas vezes nauseante da ingestão dos cogumelos por via oral.

Exemplo de cogumelos mágicos

A produção vem sendo realizada na Jamaica, já que, em nível federal, os cogumelos seguem proibidos nos EUA. “Eu adoro nosso produto, e não vejo a hora dele ser legal nos EUA, para que possamos dividi-lo com vítimas de crime e usuários de primeira viagem”, diz o fundador da Silo Wellness, Mike Arnold, sugerindo o potencial do produto para o tratamento de traumas. O spray é absorvido diretamente para p sangue através das narinas e, assim, não passa pelo sistema digestivo. “Muitos pacientes da Psilocibina, especialmente mulheres, reclamam de dores de estômago e vômito quando tomam doses altas de cogumelos”, diz Becky Rotterman, farmacêutica dos EUA e investidora da empresa. “Queremos levar esse remédio maravilhoso e natural para o Oregon e depois para os outros estados – para aqueles que tem medo de comer um punhado de fungos e se sentem mais confortáveis em ingerir seu medicamento de um modo mais familiar, como através de um spray nasal com doses medidas”, diz.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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