Sustentabilidade

 Companhia aérea adota copos comestíveis para substituir descartáveis

por: Vitor Paiva

A redução do uso de plástico como medida de combate à poluição é necessidade urgente e, ainda que cada um de nós seja parte desse destrutivo consumo, é sabido que a diferença se dá de fato quando grandes corporações passam a procurar alternativas a um dos maiores poluentes do planeta. É por isso muito bem-vinda a série de resoluções da Air New Zealand, companhia aérea neozelandesa, em busca de se tornar uma empresa de “lixo zero”, que a levou a substituir 24 milhões de produtos plásticos descartáveis por alternativas de menor impacto ambiental no último ano – e, entre eles, está um simpático e delicioso copo comestível.

Feito com farinha de trigo, açúcar, ovo e baunilha, o copo da companhia é nada mais que um biscoito em um formato e consistência que resiste a líquidos como café quente ou bebidas e sorvetes gelados por tempo suficiente para a ingestão. Fabricados pela empresa Twiice, os copos de biscoito tem sabor de baunilha e, por serem feitos artesanalmente, possuem tamanhos e formatos variáveis. A novidade trará impacto considerável no descarte de lixo da empresa, que serve até 8 milhões de xícaras de café por ano.

Anteriormente a Air New Zealand já havia testado copos compostáveis, feitos à base de plantas, e incentiva os passageiros a trazerem seus próprios copos reutilizáveis. Além disso, plásticos de embalagens de molho foram substituídos em alguns voos por utensílios reutilizáveis, e as garrafas descartáveis deixaram de ser oferecidas em voos regionais.

As mudanças, segundo a companhia, alteram o peso da aeronave, reduzindo assim as emissões de carbono dos voos em até 300 toneladas anuais. Pois não faz sentido debater a poluição individual sem antes apontar para o impacto majoritário das grandes corporações: só as companhias aéreas em 2018 foram responsáveis pela emissão de 918 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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