Ciência

Conheça a história do único ser humano atingido por um meteorito

por: Gabriela Glette

A norte americana Ann Hodges, tirava um cochilo em 1954 em sua casa, no Alabama – Estados Unidos, quando foi atingida por um meteorito. Se a probabilidade de sermos atingidos por um raio é de 1 em 1,5 milhão, por um meteorito isto é praticamente impossível. Mas, esta mulher, que na época tinha 31 anos, teve este azar. Este foi o único caso registrado em toda a história da humanidade.

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Acordada no susto, ela sentiu uma pancada forte no quadril e, quando abriu os olhos, viu que sua casa estava cheia de fumaça e de escombros. Era um meteorito de 3,8 quilos, que deixava a pequena cidade de Sylacauga em polvorosa. Depois do susto inicial, ela e sua mãe – que também estava na casa no momento do choque, telefonaram para a polícia e para os bombeiros, que por sinal chamaram um geólogo do governo. Foi preciso apenas alguns minutos para que ele identificasse a rocha. Logo depois, Ann e seu marido tiveram a certeza de que ficariam ricos por causa do meteorito, mas não bem isto o que aconteceu.

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Ela estava convencida de que o meteorito pertencia a ela. “Sinto que é meu. Creio que Deus tinha a intenção de que chegasse a mim. Afinal, foi a mim que ele acertou”, afirmou, de acordo com depoimentos mantidos no Museu de História Natural. Porém, se um vizinho encontrou um pedaço menor e o vendeu, ganhando uma pequena fortuna, Ann não teve a mesma sorte.

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Isto porque, ela não era a dona da casa onde vivia. Ela e o marido alugavam o imóvel de uma mulher chamada Birdie Guy, que era viúva. Quando a Força Aérea confirmou que se tratava de um meteorito e quis devolver o objeto ao seu dono, começou a batalha judicial para definir quem teria direito a mantê-lo. A justiça decidiu que pertencia à dona da casa.

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Na época, a cidade acabou tomando partido do casal, que comprou o meteorito por 500 dólares. Mais para frente, eles chegaram a receber algumas ofertas de museus, mas recusaram por achar que mereciam mais. Infelizmente, a aposta não deu certo. No fim das contas, ninguém demonstrou interesse em comprar o meteorito e os Hodges acabaram doando o objeto para o Museu de História Natural do Alabama, em 1956 – onde está até hoje.

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Anos mais tarde, Ann sofreu um colapso nervoso e, em 1964, separou-se do marido. Faleceu com apenas 52 anos, de insuficiência renal. Segundo seu marido – Eugene, ela nunca mais se recuperou de toda a loucura gerada pelo meteorito. Segundo o astrônomo  – Michael Reynolds, nós temos mais chances de sermos atingidos por um tornado, um raio e um furacão, todos ao mesmo tempo, do que por um meteorito.

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Fotos 1 e 3: Getty Images

Fotos 2, 4 e 5: UNIVERSITY OF ALABAMA MUSEUMS


Gabriela Glette
Uma jornalista que ama poesia e mora na França, onde faz mestrado em comunicação. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias.

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