Diversidade

Depois do Rio, iorubá vira patrimônio imaterial de Salvador

por: Karol Gomes

Um projeto de lei que torna a língua iorubá patrimônio imaterial de Salvador foi aprovado no plenário da Câmara Municipal nesta quarta-feira (11), após um acordo entre o Legislativo e o Executivo. O projeto é do vereador Edvaldo Brito (PSD) e foi aprovado por unanimidade pelos vereadores.

Ex-prefeito de Salvador, Brito é adepto do candomblé, e comemorou a aprovação da lei que torna a língua de origem afro patrimônio da cidade mais negra fora da África

Monumento homenageando a Ialorixá Mãe Stella de Oxóssi, em Salvador

No Rio de Janeiro, o Iorubá também é patrimônio imaterial desde setembro de 2018. O Projeto de Lei, aprovado pela Assembleia Legislativa (Alerj), reforça a importância da preservação da cultura africana como elemento fundamental para a luta contra discriminação racial.

O estado é dono de uma das maiores concentrações de descendentes e praticantes de religiões negras, especialmente as com elementos das culturas Nagô e Iorubá, de acordo com o IBGE.

Ambas as decisões são fundamentais para reconhecer a contribuição africana na formação do Brasil, frequentemente apagada dos livros de história. 

Iorubá

A origem do povo iorubá é a cidade de Ile-Ife, na Nigéria. Existem muitos grupos étnicos dessa cultura como os Egba, os Ketu, Ijebu e os Ife, entre outros. 

No Brasil, todas essas culturas foram herdadas dos antigos escravizados há mais de 400 anos. Atualmente, são fortemente preservadas pelos terreiros de religiões de matrizes africanas.

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Foto: Reprodução/SECOM


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