Desafio Hypeness

Desafio Hypeness: o que morar longe da minha cidade me ensinou sobre pertencimento

por: Gabriela Rassy

Muita gente ainda precisa sair de sua cidade-natal em busca de melhores condições de vida, mais oportunidades de trabalho ou até atrás de um sonho. A partir da decisão de partir, um mundo de mudanças começam a acontecer antes, durante e depois dessa experiência. Amadurecer longe dos familiares e amigos, se adaptar a outras pessoas e lugares, novo idioma, além da vivência em voo solo.

A partir dessas experiências e dos aprendizados ao longo da vida, surge um Desafio Hypeness que me convida a falar do meu reencontro com a minha cidade, depois de um período fora, o retorno, minha vontade de sair de novo, até por fim me “reapaixonar” pelo meu lugar. Todas as vivências trazem aprendizados que levo para a vida toda, mas sem perder minha essência.

Sou jornalista, nascida e criada na babilônia que é a cidade de São Paulo. Em 2010, aos 23 anos, depois de terminar a faculdade de jornalismo, parar de comer carne e deixar meus cabelos naturais, decidi ir morar fora. Desanimada com o jornalismo, fui estudar fotografia em Madrid e lá aprendi mais do que usar uma câmera ou falar espanhol, mas o tamanho da diversidade do mundo.

De volta a São Paulo, vi no jornalismo uma ferramenta essencial para me comunicar com o mundo e na cidade, um grande ponto de encontro. Passei por centros culturais, agências, dei aulas, produzi eventos, até voltar à redação. De lá pra cá, namorei, fiz novos amigos, me reconectei com antigas amizades, criei raízes mais profundas com minha família, saí da casa da mãe e passei a viajar o mundo.
Cada história fala de algumas experiências e aprendizados que aconteceram neste caminho. Convido vocês a esse pequeno mergulho:

A chegada da alma

Certa vez ouvi que, quando se trata de se mudar para outro país, seu corpo leva um dia para chegar, sua cabeça um mês e sua alma um ano. E comigo foi mais ou menos assim mesmo. O corpo chegou mais rápido, com certo cansaço, mas a cabeça levou um tempo maior a se adaptar ao idioma e à forma mais fria das pessoas se tratarem. Foram meses conhecendo gente, lugares, jeitos e línguas para se comunicar. Até que, depois de um ano, lá estava a alma, prontinha para seguir a aventura. Sabia exatamente onde estava pisando e, mesmo sem saber exatamente o que queria, sabia o que não queria mais de jeito nenhum. Já era hora de voltar, mas o aprendizado estava concluído – e a alma em paz.
Agora lanço para você o desafio: que lugar mudou completamente quem você é?

Eu e meu bando

Minha mãe sempre dizia que, já com 26 anos, parecia adolescente com meus amigos. Isso porque andávamos em bando, mesmo já não sendo assim tão jovens. Adultos não têm tempo de se encontrar tanto assim. De fato, a gente tinha o pouco tempo que restava depois de um dia inteiro de trabalho, mas já sabíamos que não precisávamos nem combinar. Era só aparecer no antigo hostel Uvaia depois das 18h que boa parte dos nossos estivesse tomando um lanche ou uma cerveja nos dias quentes. Era um ponto de encontro e de união. Dali saímos com amizades fortalecidas e, depois de 4 anos dessa tradição, certamente mais maduros. Hoje cada um tem sua casa e, como previu minha mãe, já não andamos em bando diariamente. Isso já não importa. Estamos unidxs para sempre.

E desse lado daí? Seus amigos também fazem você ter orgulho de quem se tornou?

Sangue do meu sangue

A família da minha mãe tem praticamente só mulheres. Quando meus pais se separaram, a fortaleza que é minha mãe deixou a casa e seguiu a vida para cuidar de si e de mim. Passava os dias com ela e depois com minha avó, uma escorpiana clássica, profunda e certeira. Dividi ainda esses anos minha única tia cheia de vitalidade e alegria, uma prima inteligente e sagaz. Quando tinha 6 anos, chegou ainda uma uma irmã. Me custou bastante tempo até que de fato conseguisse me conectar com ela. O bebê nasceu quando eu esperava que viria uma criança e demorou certo tempo para que nossos quereres se juntassem. Com a uma matriarca determinada como referência, nós passamos a nos unir quando eu já era uma jovem adulta. Hoje sinto essa já não tão pequena parte essencial de nós e tenho muito orgulho do que ela vem se tornando. De opinião forte e voz marcante, ela vai construindo seu caminho diferente do meu e me mostrando que as possibilidades são, sim, infinitas. O mundo pode acabar, mas temos umas às outras para sempre. Elas que ainda me ajudam a renovar meu olhar e seguir mais leve. Minha família é meu espelho e eu espero daqui poder também refletir a potência delas. Meu lugar para sempre voltar.

Desafio: Suas raízes ainda te ensinam a ser uma pessoa melhor?

Em busca de um lugar

Por muitos anos quis morar no Rio de Janeiro. O trabalho como jornalista cultural me levou a escrever sobre a cidade maravilhosa e o bichinho do Rio acabou me picando. Não passava um só mês sem me enviar num ônibus e acordar naquele mix de maresia urbana malemolente. Fiz bons e eternos amigos, conheci cada canto na busca por matérias que conseguissem tirar os cariocas de casa para viver a cidade. Depois de 3 anos nessa função finalmente poderia seguir meu caminho e morar perto do mar. Acontece que depois de tanto tempo indo e voltando, olhei de volta para o meu lugar. Daqui do alto da montanha que é São Paulo, percebi que estava no lugar dos encontros. Por mais louca que seja a cidade, ela tem sua magia no fato de agregar mundos. Me reapaixonei pela babilônia e vi nela também ponto de partida e chegada para os outros caminhos que decidi trilhar. A partir daqui, voei e seguirei voando mais alto, até achar um novo lugar de pouso e desejo.

E você? Está onde deveria estar também?

Aceitou o desafio? Então conte para a gente quais as mudanças que aconteceram na sua vida e que te fazem sentir orgulho de pertencer a uma família, um grupo de amigos, de trabalho ou mesmo um lugar. Não importa de onde viemos ou para onde vamos, podemos nos orgulhar de pertencer diferentes lugares e nos conectar com diferentes pessoas.

O desafio foi proposto pela Ray-Ban, para comemorarmos juntos a importância da jornada. Não importa para onde você vá, os momentos da vida marcam seu caminho. É se jogar de cabeça em todas as partes da jornada para pertencer e ter orgulho de quem você é.

Com a #ProudToBelong, a marca lança dois estilos importantes da Ray-Ban, o Meteor e o Nina, falando sobre união, aceitação e identidade pessoal. O desafio está em aceitar o sentido de família, de partida, de chegada e de

Assim, a campanha é uma homenagem aos momentos compartilhados que nos conectam. Fala sobre vulnerabilidade, empatia, paixão e confiança. Não é só sobre pertencer, mas pertencer com todo orgulho da sua caminhada.

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Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.

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