Debate

Ele bebeu 12 xícaras de café em 5 minutos e garante que passou a sentir o cheiro das cores

por: Vitor Paiva

Não são somente as drogas ilegais que alteram nossa consciência – e, dependendo da quantidade, alguns elementos banais de nosso cotidiano podem nos dar uma “onda” mais forte que muitas plantas erroneamente consideradas perigosas. Um post recente no Facebook comprova tal fato: depois de ingerir acidentalmente o equivalente a 12 xícaras de café expresso, um cidadão norte-americano ficou de tal forma “doidão”, que afirmou atingir “a quinta dimensão” e ter se tornado capaz de “sentir o cheiro das cores”. A história foi traduzida abaixo dos posts originais, publicados na íntegra e em inglês no site Bored Panda.

“Aqui vai a história de como meu dia foi totalmente assim que começou”, diz o post, explicando que, ao chegar ao trabalho no porto, encontrou um amigo que lhe ofereceu café – e ele aceitou: o amigo lhe ofereceu um copo grande, e afirmou que iria buscar outros. “É aqui que as coisas pioram”, diz, lembrando que, enquanto tomava o copo inteiro, viu o amigo chegar com pequenos copos plásticos, muito menores que o que havia ingerido. Eis a questão: o café que lhe foi oferecido era do tipo Cubano, equivalente em cafeina e intensidade ao dobro do café normal. O amigo pretendia dividir o líquido em diversos copos pequenos, mas ele acabou ingerido todo o conteúdo. Dentro do copo haviam cerca de 6 doses de cubano, para serem diluídas ou divididas entre muitos.

“Em essência, portanto, eu bebi em 5 minutos 12 xícaras de café”, relata. “São agora dez e meia da manhã, cerca de duas horas e meia depois e minhas pernas não param de tremer, eu puxei 42 containers de 12 metros cada pelo porto com minhas próprias mãos, e consigo ver e cheirar as cores”, relatou. O tom do post foi entre o cômico e o desesperado, e tudo ficou bem no final. Mas, para além da graça, a história nos faz refletir sobre como a relação entre legalidade e o efeito de certos ingredientes em verdade não fazem sentido algum: açúcar, álcool, tabaco, sal e, claro, café, provocam diversas alterações em nossa consciência, e nem por isso são – nem devem ser – proibidos, da mesma forma que deveriam ser certas drogas ainda consideradas ilegais.

 

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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