Desafio Hypeness

Fui desafiado a ficar uma semana sem meu celular. Spoiler: eu sobrevivi

por: Rafael Oliver

O alarme toca. São 7:45 da manhã de um dia de semana normal. Hora de começar a rotina diária: escovar os dentes, tomar café da manhã, tomar banho, me vestir… Mas aí bate aquela vontade incontrolável: verificar se há algo importante na agenda do dia, checar se alguém ligou enquanto eu estava dormindo, enviar uma mensagem, colocar uma música. É instintivo: a mão ganha vida própria, começa a deslizar pela cama procurando por ele. Não tem jeito, preciso dar uma checada no celular. Pronto. Faço todas as tarefas de casa e agora posso começar meu dia. Mas não sem antes colocar o aparelho no bolso.

Assim como muita gente nos dias de hoje, eu não conseguia mais me imaginar sem o smartphone. Nos acostumamos a consultar e comandar nossas vidas pela telinha retangular, seja para trabalhar ou por puro entretenimento. Ouvir músicas, assistir a vídeos, fotografar, ler, checar emails, mandar mensagens e até fazer chamadas por voz, acredite, tem bastante gente que ainda faz ligações. Bom, mas voltando ao assunto, eu não consegui me imaginar sem meu celular. Até que chegou um e-mail (sim, pelo celular), enviado pelo Hypeness, me convidando para um desafio: ficar uma semana sem meu aparelho. À primeira vista pensei: “hashtag tenso”. Mas logo depois comecei a processar melhor a ideia. E pensei: “tenso mesmo!”. Mas decidi aceitar. Afinal, eu estaria munido de vários gadgets enviados pela Samsung: smartwatch, tablet e fones de ouvido sem fio. E esse seriam os únicos aparelhos eletrônicos que eu poderia utilizar. “Beleza, vamos nessa!”: entreguei meu celular para um colega de trabalho e iniciei o desafio.

Dia 1

Claro que é o dia mais difícil. Afinal, você não sabe o que vai acontecer, rola uma ansiedade. Ainda está se acostumando com a ideia. Mas aos poucos vai descobrindo que é sim possível utilizar outros aparelhos eletrônicos para substituir as funções realizadas pelo smartphone. Fui direto para o tablet: um Galaxy Tab S6 que me permitiu realizar a maioria das coisas que costumo fazer durante o dia, não só no trabalho mas também fora dele. Ele vem com uma caneta “mágica”. Explico: para usá-la, não precisa nem encostar na tela, basta fazer movimentos no ar e o tablet os reconhece. Por exemplo, tirar fotos, trocar de música, escrever emails, desenhar, fazer notas. Me senti o próprio Harry Potter com minha varinha mágica. Mas também me diverti utilizando o aparelho para muito mais coisas: fiz chamada de vídeos e assisti meus seriados (a qualidade da tela me surpreendeu). E para terminar o dia, meu lado nerd me convenceu a baixar meu jogo preferido: Fortnite. Fiquei satisfeito com a capacidade de guardar arquivos e processar tudo super rápido.

Dia 3

Comecei a pegar gosto pela nova rotina. Estava feliz por ter completado pouco menos da metade do desafio sem necessidade do meu celular. É curioso como a gente se acostuma com algo e acaba se esquecendo de como era a vida sem isso. E percebemos que fazermos algumas coisas por puro hábito. Já reparou como é chato ficar pegando  o celular do bolso toda hora? Ou deixá-lo em cima da mesa durante a refeição. É o suficiente para tirar sua atenção e atrapalhar momentos legais com pessoas que você gosta. E vamos combinar que é super anti-higiênico, né? Foi uma das melhores libertações que tive nesse desafio. O Smartwatch Samsung Galaxy Watch Active2 foi meu companheirão. Não larguei nem um segundo (com o perdão do trocadilho). Com ele eu consegui fazer e receber chamadas telefônicas numa boa. Me senti naqueles filmes futuristas em que as pessoas falam através do relógio. Muito “Black Mirror”. Sem contar que acessei as redes sociais, monitorei meu sono, minhas atividades físicas e stress. Fizesse chuva (ele é resistente à água) ou sol, o Active2 tava lá comigo.

Dia 5

Eu descobri que não precisava mais do meu celular. De verdade. E comecei a achar super estranho as pessoas paralisadas na frente da tela. Há tão pouco tempo eu era um deles, mas agora conseguia enxergar um mundo novo (afinal não tinha uma tela na frente na minha cara o tempo todo). Foi fantástico. O auge da minha experiência. Confesso: o desafio já não era mais um desafio. Virou diversão. Eu estava um nojo com meus fones de ouvido Samsung Galaxy Buds Wireless. A mobilidade que ele oferece é sensacional. Poder realizar várias tarefas sem usar as mãos é fascinante. Perguntar ao google várias coisas como previsão do tempo, escutar música onde estiver com som de qualidade, atender ligações sem ruídos externos e não se preocupar com a bateria que duro muito! Ah, e sobre parecer um maluco falando sozinho enquanto faço compras no supermercado… Tô nem aí e acho o máximo!

Dia 7

Cheguei a conclusão que o aparelho celular me tirava boas horas do meu dia. Sim, horas! Percebi que aumentei a produtividade nessa semana sem o aparelho. Aproveitei mais a semana. Aproveitei mais as horas livres  para ir ao cinema, encontrar os amigos. Consegui dar mais atenção a detalhes que na maioria das vezes passavam despercebidos. A semana sem celular também me ajudou em outros maus hábitos, como procrastinar meus planos. Foi realmente libertador poder utilizar outros aparelhos. Ao pegar meu celular de volta, demorei algumas horas para ligá-lo novamente. Descobri que ele não é insubstituível. Não é mais como antes. Agora, quando eu acordo de manhã, a primeira coisa que penso é se vai ser cereal com leite ou ovos mexidos.

 

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Rafael Oliver
Publicitário de formação, com passagens por grandes agências, também atua por vocação na área da comédia. É redator, roteirista e humorista . Encontrou em San Diego, na Califórnia, seu segundo lar. Está sempre por lá. Vive uma busca incessante por novas experiências. E está longe de parar.

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