Ciência

Liga de beisebol dos EUA anuncia que a maconha não está mais entre substâncias proibidas no esporte

por: Vitor Paiva

Em meio a diversas conquistas recentes, os EUA acabam de dar mais um passo para reposicionar legalmente, medicinalmente e até simbolicamente a maconha na cultura e na realidade do país – no contexto de um dos mais populares esportes do país. A Major League Baseball (MLB), liga profissional de beisebol estadunidense, anunciou que a cannabis não mais fará parte da lista de “drogas” proibidas no esporte, cujo o uso significaria uma situação de dopping para os atletas. Junto da maconha, saem da lista todos os seus derivados naturais, como THC, CBD e outros medicamentos.

O novo posicionamento da maconha será, para a liga, como já é atualmente o uso de álcool em abuso: a descoberta obrigará o atleta a ser avaliado, para em seguida possivelmente ser sugerido um tratamento voluntário. Eventuais condutas questionáveis sob efeito da cannabis podem levar a punições disciplinares, mas sem ser qualificada como infração grave ou dopping. Essa, porém, não é a única novidade anunciada pela MLB para os futuros testes.

No lugar da maconha, entrarão para a lista das drogas proibidas pela liga os opióides, como morfina, heroína, fentanil codeína, o próprio ópio e outros derivados. E não só: entram também para a lista drogas populares, como a cocaína e o THC sintético.

Tyler Skaggs, atleta que morreu esse ano por uso de opióides combinados com álcool, e que levou à mudança nos testes

O uso detectado levará os atletas a um tratamento obrigatório, e quem se negar poderá ser punido pela liga. Segundo anúncio oficial, os jogadores são favoráveis às mudanças, para “assumirem um papel de liderança no combate a essa epidemia”.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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