Criatividade

Simples e atemporal, azul clássico é a cor de 2020, segundo a Pantone

por: Vitor Paiva

A cor do ano de 2020 será o Classic Blue, um azul clássico que oferece estabilidade e conexão. Quem diz isso é a Pantone, a principal empresa de cores do mundo, que oferece o sistema Pantone, padrão para a indústria gráfica e têxtil para controles de tonalidades. “É uma presença reconfortante”, diz Laurie Pressman, vice-presidente internacional da empresa. Segundo Pressman, o Classic Blue cria uma sensação de grande espaço, e funciona tanto para tendências e roupas masculinas e femininas, e para objetos de modo geral – de cadeiras a carros.

Essa é a primeira vez que a Pantone anuncia previamente a cor para um ano por vir, a na Escala Pantone, através da qual o sistema Pantone é definido, o Azul Clássico escolhido é nomeado como Pantone 19-4052. Essa não é, porém, a primeira vez que uma tonalidade de azul é escolhida como a cor do ano: em 2000, o Azul Celeste foi a cor do ano. Enquanto o Azul Celeste é a cor do céu durante o dia, o Azul Clássico de 2020 seria o tom do céu ao fim do dia.

Produtos da Pantone lançando a cor de 2020

A seleção da Cor do Ano é baseada em tendências de design, desenvolvimento de produtos e o mundo da moda – e influencia de volta justamente tais mercados através da seleção. Como qualquer coisa hoje é capaz de provocar debate, a escolha do Azul Clássico não se deu sem polêmicas: a decisão foi considerada conservadora pelos críticos, especialmente ao deixar de escolher qualquer tonalidade de verde que, segundo especialistas, não só é uma tendência mais forte para o ano que vem, como também levantaria a questão ambiental como tema central para 2020.

Além disso, o azul é a cor oficial do Partido Democrata dos EUA que, com a eleição se aproximando, faz forte oposição ao governo Trump. Pressman, porém, negou que a escolha tenha qualquer orientação política: “Nós olhamos a vida não através de uma lente política, mas de uma lente de cores”, ela disse.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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