Diversidade

Thread reúne o que as pessoas fariam se o racismo acabasse: ‘Iria ao shopping de chinelo’

por: Karol Gomes

“Se o racismo acabasse HOJE, o que você faria?”. Gilberto Porcidonio jogou essa pergunta no Twitter já respondendo a si mesmo: “eu iria ao shopping de chinelo FÁCIL”

Em minutos, o tweet tornou-se viral, com pessoas negras respondendo a questão. As reações criaram uma thread que mostra a dimensão do que é o racismo estrutural no Brasil e, principalmente, sobre como as rotinas e escolhas de pessoas negras são condicionadas aos efeitos desse racismo – o que impressiona nas respostas à pergunta é o fato de que pessoas brancas dificilmente precisam lidar com tais situações. 

São exemplos, respostas como “abriria tranquilamente a mochila/bolsa numa loja sem que o segurança pense que estou roubando”, que fez lembrar a morte de Pedro Gonzaga depois de uma ação violenta de um segurança em um dos supermercados Extra da Barra da Tijuca (RJ), em fevereiro desse ano.

Já o comentário “usaria guarda-chuva”, faz uma alusão à morte de Rodrigo Alexandre da Silva Serrano. Em setembro de 2018, ele foi baleado por um policial que confundiu seu guarda-chuva com um fuzil.

O racismo e a violência policial voltaram a repercutir com força no último fim de semana. Em uma operação policial, frequentadores de um baile funk em Paraisópolis, São Paulo, foram encurralados pela polícia, numa ação truculenta. Nove pessoas morreram, todos jovens entre 14 e 23 anos – negros em sua maioria.

Confira outras respostas recebidas por Gilberto:

Frente à repercussão do seu tweet, Gilberto lançou mais um tuíte, tão poderoso quanto o primeiro. “As inúmeras respostas que só surpreendem quem não tem pele preta só provam que não existe e nunca existiu racismo velado no Brasil. Racismo só é velado para quem não sofre”.

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Fotos: Getty Images


Karol Gomes
Karol Gomes é jornalista e pós-graduada em Cinema e Linguagem Audiovisual. Há cinco anos, escreve sobre e para mulheres com um recorte racial, tendo passado por veículos como MdeMulher, Modefica, Finanças Femininas e Think Olga. Hoje, dirige o projeto jornalístico Entreviste um Negro e a agência Mandê, apoiando veículos de comunicação e empresas que querem se comunicar de maneira inclusiva.

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