Sustentabilidade

Austrália: aviões jogam alimentos para animais sobreviventes dos incêndios

por: Vitor Paiva

Os incêndios que ardem por toda a Austrália desde setembro do ano passado vem atingindo e ameaçando a vida dos animais locais não só diretamente – mais de 500 milhões de animais já morreram por conta do fogo – mas também pelo efeito das queimadas sobre as floresta e, com isso, na fonte de alimento e vida para a fauna australiana.

Sem floresta não há frutos e vegetais para os animais, que sobreviveram somente se alimentando – e para tentar amenizar ao menos esse aspecto da tragédia, o governo do estado de New South Wales está utilizando aviões para lançar toneladas de cenouras e batatas doce para que os animais famintos possam se comer e sobreviver.

A operação é comandada pelo Serviço de Parques Nacionais e Vida Selvagem local, e o principal objetivo é alimentar os marsupiais, cada vez mais ameaçados pelo efeito dos incêndios. Segundo o ministro do meio-ambiente do estado de New South Wales, os animais locais não têm nesse momento nenhuma fonte de alimento, em especial os Wallabys, espécie menor de marsupial, como versões pequenas dos cangurus.

O propósito é seguir alimentando os animais enquanto a floresta não começa a renascer, e para tal a população local segue inclusive preparando comida para ser oferecida aos animais.

O cenário dos marsupiais sobreviventes nas regiões destruídas pelo fogo

Até aqui cerca de 2,2 toneladas de cenouras e batatas doce já foram lançadas por aviões na região. Imagens espaciais mostram que 70% do céu do país está coberto pela fumaça, que já chegou até o Brasil. O cenário é tão trágico que especialistas afirmam que em breve a fumaça irá completar a volta ao mundo, e retornar até a Austrália.

A dimensão dos incêndios no país é assustadora: até semana passada eram 186 mil quilômetros quadrados queimados, com mais de 2,200 casas destruídas e ao menos 29 pessoas e mais de 500 milhões de animais mortos.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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