Ciência

Em alta, pugs sofrem com problemas de saúde fruto de intervenção humana

por: Vitor Paiva

Grande parte das raças de cachorros foram desenvolvidas em laboratório, a partir de intervenções humanas – e com o pug não seria diferente. Simpático e companheiro, com seus olhos esbugalhados, seu corpo pequeno e sua cabeça grande, o animal tornou-se nos últimos anos uma das raças mais populares em todo o mundo – mas esse aumento preocupa cientistas e veterinários do mundo.

Justamente por ser uma raça desenvolvida em laboratório, o cruzamento intencional e reincidente para a criação de novos pugs também sublinha e destaca ainda mais os muitos problemas de saúde que a raça possui.

O focinho curto e achatado, com narinas pequenas e estreitas dificulta a respiração do animal – que é ainda mais prejudicada pelo crânio pequeno, onde o tecido das vias respiratórias se acumula e bloqueia a passagem de ar – e os problemas de respiração também provocam problemas estomacais e intestinais. Os olhos esbugalhados, também fruto da cabeça pequena e achatada dos pugs, trazem não só a ameaça de lesões oculares para o bichinho, como também uma maior dificuldade fechar completamente as pálpebras, o que pode provocar úlceras, secar os olhos e até levar à cegueira.

E não para por aí: a raça costuma apresentar problemas ósseos, as dobras na pele podem causar alergias e doenças por conta do acumulo de fungos, o nariz achatado dificulta a regulagem da temperatura do corpo – que nos cães é feita pelo nariz – e a cabeça grande ainda exige que a maioria dos pugs nasça através de uma cesárea. Para agravar ainda mais a situação e a preocupação dos veterinários, a maioria dos donos da raça não sabem de tais características – e, por conta disso, muitas vezes sem querer acabam por negligenciar a saúde de seu pet. Por isso informação e visitas frequentes ao veterinário são fundamentais para que viver com um pug não seja uma tortura para ninguém – principalmente para o bichinho.

Publicidade

© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Golfinhos ficam ‘viciados’ com veneno de Baiacu; veja vídeo