Diversidade

Mulheres escrevem maioria de redações nota mil no Enem

21 • 01 • 2020 às 16:00
Atualizada em 21 • 01 • 2020 às 16:22
Yuri Ferreira
Yuri Ferreira   Redator É jornalista paulistano e quase-cientista político. É formado pela Escola de Jornalismo da Énois e conclui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo. Já publicou em veículos como The Guardian, The Intercept, UOL, Vice, Carta e hoje atua como redator aqui no Hypeness desde o ano de 2019. Também atua como produtor cultural, estuda programação e tem três gatos.

Vamos falar sobre algo que se repete há alguns anos e mostra a inteligência e a dedicação das mulheres para uma das provas mais difíceis da nossa juventude: a redação do Enem. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) confirmam que pelo segundo ano consecutivo, as mulheres escreveram a maioria das redações nota mil do Exame Nacional do Ensino Médio. Nesse ano, elas representam 60% dos textos de nota máxima.

“Esse resultado no Enem mostra um engajamento, um avanço e uma determinação por parte das mulheres a correr atrás do que elas querem em busca de uma faculdade, uma vaga. Eu fiquei extremamente honrada em poder representar as meninas. Antigamente só quem frequentava as escolas eram os homens e graças a Deus isso mudou e hoje as mulheres têm sim conquistados eu espaço”, contou Nayra, de 18 anos e única potiguar a alcançar a nota máxima no texto. A entrevista foi dada ao R7.

 Mulheres foram 76,4% das notas máximas de redação do Enem 2018

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Mulheres alcançaram a maioria de notas máximas na redação do ENEM

Outro resultado a ser destacado é o desempenho dos estudantes mineiros no exame nacional. Minas Gerais teve 13 notas mil, ficando na frente de todas os outros estados da federação. Em seguida aparecem Ceará e Rio de Janeiro, ambos com seis notas máximas cada.

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Ainda sobre as mulheres, o nível alto de aproveitamento é mais uma reflexo da crescente participação feminina nos meios acadêmicos. Segundo dados do Global Index, um quarto das mulheres entre 24 e 35 anos estão formadas, em contraposição aos homens (18%). Além disso, as chances de uma mulher se formar na faculdade são 34% maiores do que o outro gênero.

Apesar disso, a dificuldade de encotnrar empregos ou de receber remunerações compatíveis a sua formação é mais complicada para o sexo feminino – por causa do machismo, claro. A esperança agora é que o Enem auxilie na mudança de cenário, sobretudo com a presença cada vez maior de mulheres na academia e em postos de destaque no mercado de trabalho.

 

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Fotos: © Getty Images


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