Fotografia

Registros de uma expedição à Antártica no começo do século passado por Herbert Ponting

por: Vitor Paiva

Desde o final do século XIX até o início dos anos 1920 se deu o que hoje é conhecido como o Período Heróico da Exploração da Antártida. Ao longo de cerca de 25 anos, diversas expedições geográficas e científicas internacionais, exigindo coragem monumental para enfrentar o frio e as condições naturais extremas e cobrando muitas vezes com a vida dos expedicionários, levaram à conquista não só do continente antártico como principalmente do Polo Sul – e uma das mais importantes expedições dessa era foi a Terra Nova, liderada pelo explorador inglês Robert Falcon Scott. Em meio ao grupo, o grande fotógrafo Herbert George Ponting registrou boa parte das façanhas da expedição.

Capitão Scott trabalhando em sua cabana

A expedição partiu do País de Gales em 15 de junho de 1910, com o objetivo de se tornar o primeiro grupo a atingir o Polo Sul do planeta. No início de 1911 o grupo levantou seu primeiro acampamento no continente antártico – com direito a uma sala escura para Ponting poder revelar seus filmes por lá – e, enquanto realizavam expedições e trabalhos científicos, viam aproximar-se o inverno. Enquanto Scott liderava uma expedição para o Polo Sul no início de 1912, o fotógrafo voltava pra casa com mais de 1700 fotografias da aventura – que não terminaria da maneira esperada.

O fotógrafo Ponting na Antártica

A expedição Terra Nova chegou ao Polo Sul em 17 de janeiro de 1912, para descobrir que outra expedição, liderada pelo norueguês Roald Amudsen, havia chegado ao polo pouco mais de um mês antes, no dia 14 de dezembro. Todo o grupo que Scott conduziu ao Polo Sul viria a morrer por conta do frio extremo (em temperaturas que passavam diariamente dos -50º C) na jornada de volta, no final de março de 1912.

Dois membros da expedição Terra Nova

Acima, um dos membros da fatal expedição final; abaixo, bota feita com pele para a expedição

A cabana em que o explorador inglês e os últimos dois companheiros faleceram foi transformada em tumba e monumento, com uma cruz simbolizando o ocorrido, que permanece até hoje no local.

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© fotos: Herbert George Ponting


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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