Sustentabilidade

Tartaruga se aposenta aos 100 anos após acasalar até salvar toda a espécie

por: Yuri Ferreira

“Olha lá quem vem virando a esquina/Vem Diego com toda a alegria, festejando/Com a lua em seus olhos, roupa de água marinha”, eram as palavras que iniciavam a misteriosa e meteórica Ragatanga do Rouge. Entretanto, o sedutor Diego da história que contaremos não dançava ao som do hit dos anos 2000.

O Diego dessa história é uma tartaruga gigante que salvou sua espécie devido a sua altíssima libido. Nos anos 60, o réptil foi selecionado em programa na Ilha de Galápagos para preservar sua espécie e iniciar um processo reprodutório que acabou salvando seus companheiros da extinção. Depois de 100 anos se reproduzindo, sua missão foi finalmente cumprida.

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Diego, a tartaruga gigante que salvou sua espécie com uma libido imparável

Hoje, a população de sua espécie chega na casa dos 2 mil seres vivos. Diego é parente de no mínimo 40% de sua espécie, tendo sido o principal macho reprodutor nos últimos 60 anos de existência das tartarugas gigantes. O apetite sexual do espécime foi decisivo para a continuidade dessa variedade de répteis, naturais de um dos templos da natureza, o arquipélago de Galápagos.

Depois de 100 anos na Ilha de Santa Cruz isolado com a função de se reproduzir em um ambiente seguro, sem caçadores, ele vai voltar ao seu habitat natural, a ilha de Española.

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“Ele contribuiu com uma grande porcentagem da linhagem que estamos devolvendo à Española. Estamos felizes com a possibilidade de devolver essa tartaruga a seu habitat natural”, contou Jorge Carrion, diretor dos Parques Nacionais de Galápagos a Agência France Press.

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O programa de preservação da espécie iniciado em Galápagos escolheu 14 machos reprodutores durante os anos 60 para  tentar incentivar o sexo entre os espécimes. Entretanto, nenhum dos outros 13 camaradas de Diego foram capazes de se reproduzir como ele.

Cerca de 1800 tartarugas já retornaram para seu habitat natural e agora com a reprodução natural temos aproximadamente cerca de 2000 exemplares. Isso mostra que elas são aptas a crescer, se reproduzir e se desenvolver de maneira segura”, concluiu Carrion à AFP.

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Fotos: Reprodução/Facebook


Yuri Ferreira
Jornalista formado na Escola de Jornalismo da Énois. Já publicou em veículos como The Guardian, UOL, The Intercept, VICE, Carta e hoje escreve aqui no Hypeness. No twitter, @porfavorparem.

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