Futuro

Ciência começa a enxergar o futuro em que a metástase será não letal

por: Kauê Vieira

O que no passado era considerado uma condenação sem volta, atualmente já pode ser visto como uma situação crônica, mas não necessariamente letal: os casos de câncer quanto atingem o estado de metástase, em que as células do tumor principal se espalham por outros órgãos, anos atrás eram considerados intratáveis. Novos estudos, porém, mostram que o processo de metástase é muito mais complexo e heterogêneo do que imaginávamos – que as células tumorais não são em nada iguais, e com isso os processos de pesquisa e tratamento podem também se complexificar e especificar, para enfrentar esse assombroso mas não invencível inimigo.

A descoberta das profundas diferenças entre células tumorais – às vezes separadas por milímetros somente – indicam que um só medicamento para conter um câncer será improvável em um futuro próximo; o desejo é o de tornar a doença crônica como é hoje o HVI, algo com o qual se pode viver e conviver de forma controlada e até mesmo saudável. Um dos elementos pesquisados atualmente é a relação entre o tumor e o ambiente em que está inserido: a ideia é que em um futuro próximo combinações de medicamentos possam atacar não só o tumor, mas também sua relação com seu microambiente, a fim de frear a metástase.

Da mesma forma, estudos vêm observando a influência de tipos de dieta sobre o comportamento dos tumores. Pesquisas sugerem que o consumo de certas proteínas e gorduras podem estar alinhados à presença de metástases mais agressivas – a ideia é entender esse efeito em nível molecular para se poder desenhar dietas específicas para cada caso da doença. As novidades ainda são embrionárias e precisam de muito trabalho para se tornarem medicamentos ou medidas efetivas, mas tratam-se de excelentes notícias para um quadro que até pouco tempo atrás era considerado incontornável.

 

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© fotos: divulgação


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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