Inovação

Clube inglês se torna o 1º a alinhar treinamento com ciclo menstrual de atletas

por: Yuri Ferreira

O Chelsea, clube da primeira divisão da liga inglesa de futebol feminino, vai ser o primeiro clube do mundo a adaptar os treinamentos das atletas com o clico menstrual. Compreendendo que as alterações hormonais que acontecem no período podem interferir no metabolismo e até facilitar o surgimento de lesões, o clube passou a agendar os treinamentos de acordo com a menstruação das jogadoras.

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Chelsea goleou o West Ham por 8-0 no último fim de semana e se mantém em 2º lugar na liga inglesa de futebol feminino. Na foto, Erin Cuthbert comemora o gol pela equipe

O Chelsea é um dos clubes de ponta do futebol feminino inglês. Bicampeão da liga e semifinalista da Champions da temporada 18-19, a esquadra tem uma das melhores preparações e infra-estruturas de toda a Europa. A mais recente inovação é o pensamento dos preparadores físicos em função do clico menstrual das atletas.

“Sou treinadora de mulheres em um setor onde as mulheres sempre foram tratadas como ‘homens pequenos’. A aplicação de qualquer coisa, desde reabilitação até força, condicionamento e tática, vem da base do que os homens fazem. O ponto de partida é que somos mulheres e, por fim, passamos por algo muito diferente dos homens mensalmente”, afirmou a treinadora da equipe Emma Hayes em entrevista ao The Telegraph.

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As jogadoras irão utilizar o app FiltrWoman, criado por Georgie Bruinvels, atleta de corrida cross country. O app mensura os ciclos menstruais – menstruação, pré-ovulação, ovulação e pré-menstruação. Dessa maneira, as blues vão ser capazes de adaptar a nutrição e os exercícios de acordo com a período do mês em que elas se encontram.

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“O ciclo menstrual é um processo inflamatório e o excesso de inflamação pode resultar em uma lesão. Não se limita apenas aos altos níveis de estrogênio, mas acompanhar o ciclo também é muito importante em termos de risco de lesão óssea”, afirmou a criadora do app ao Telegraph.

A esperança é que outros clubes, incluindo os brasileiros, adaptem suas preparações para o modelo do Chelsea, que considera a saúde feminina na fisiologia. A melhora, provavelmente, aumentará o rendimento e saúde das jogadoras a longo prazo.  Afinal, existem diferenças biológicas entre desportistas do sexo masculino e feminino. Se para alguns machistas e retrógrados essas diferenças podem ser motivo de demérito dos esportes das mulhere, para outros essas disparidades se readaptam e novas maneiras de treinamento físico e técnico podem ser criadas a partir de tais fatos.

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Fotos: © Getty Images


Yuri Ferreira
Jornalista formado na Escola de Jornalismo da Énois. Já publicou em veículos como The Guardian, UOL, The Intercept, VICE, Carta e hoje escreve aqui no Hypeness. No twitter, @porfavorparem.

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