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Quem são as mulheres no vestido de Natalie Portman e porque elas deveriam estar no ‘Oscar’

por: Karol Gomes

Se você acompanhou a cerimônia do ‘Oscar’, exibida na noite de domingo (9), diretamente de Los Angeles, nos Estados Unidos, então você viu Natalie Portman chegar com nada menos do que esse look fabuloso:

Não tinha como passar despercebida, né? Mas a atriz de nacionalidade norte-americana e israelense ainda fez questão de apontar para mais um detalhe incrível do vestido, especificamente em sua capa. Enquanto a Academia do Oscar em si ignorou grandes filmes – e suas diretoras – indicando somente homens para a categoria de Melhor Direção, Natalie reconheceu e valorizou o trabalho de mulheres diretoras no último ano. 

E esse não foi um caso isolado. Há anos a Academia reluta em premiar mulheres por seus trabalhos como diretoras. Em todos os 92 anos de Oscar, somente cinco mulheres foram lembradas na categoria. Entre elas, apenas uma, Kathryn Bigelow, levou o prêmio de Melhor Diretor, em 2010, por ‘Guerra ao Terror‘.

Os sobrenomes Wang, Gerwig, Heller, Matsoukas, Diop e Sciamma foram bordados em sua roupa para que Natalie as levasse para o tapete vermelho, a fim de passar uma mensagem importante. Muitos ‘críticos‘ de cinema insistem em dizer que mulheres não são indicadas a prêmios como o Oscar porque não estão, de fato trabalhando nos bastidores indústria cinematográfica e, só com a categoria de Melhor Filme, Natalie deu seis exemplos de que essa máxima é, na verdade, uma falácia! 

“Eu queria reconhecer as mulheres que não são reconhecidas por seus trabalhos incríveis neste ano, mesmo que na minha maneira sutil”, disse Portman a Amy Kaufman, do Los Angeles Times, a primeira repórter no tapete vermelho a reparar o detalhe na roupa da atriz.

Já era esperada algum tipo de atitude por parte de Natalie ainda que dentro de sua postura elegante. Em 2018, ela foi convidada pelo ‘Globo de Ouro’ para apresentar a categoria Melhor Diretor e deixou todo mundo sem graça ao apontar, ao vivasso, que todos os indicados eram homens. 

– Estamos aqui para apresentar a categoria de Melhor Diretor
– E aqui estão todos os homens indicados

O ‘Oscar’ convidou Natalie, que não estava na campanha de indicados ao prêmio deste neste ano, para apresentar uma das categorias ao lado do ator Timothée Chalamet. 

Mas quem são Gerwig, Wang, Heller, Matsoukas, Diop e Sciamma? Estas mulheres que fizeram filmes bons suficientes para merecerem um ‘Oscar’ ainda são esnobadas pela academia? Listamos aqui o perfil de cada uma para você incluir mulheres diretoras na sua watchlist. Lembre-se: se a fada sentada da Natalie Portman indica, então pode confiar!

Lulu Wang, diretora de ‘Farewell’

Reprodução / Instagram

Aos 33 anos, e com o primeiro filme já lançado (Posthumous), ela pensou em desistir do cinema por causa de uma crise de fé com relação a indústria que, ironicamente, ela havia lutado muito para pertencer.

“Para quem você está fazendo esse filme? Audiência chinesa ou americana? Porque é em mandarim?”. A indústria queria força-la a tornar seus filmes brancos e americanizados e, quanto mais Wang rejeitava, mais era rejeitada.

Que bom que ela se manteve firme e forte em seus princípios e está mostrando a Hollywood que não há barreiras para audiência. Ano passado, Wang seguiu para Changchun, China, para contar a história de sua avó e do bairro onde a família foi gerada. O resultado foi Farewell, um grande hit do festival Sundance.

Wang levou ainda o prêmio de melhor filme no Prêmio Independent Spirit e foi indicada ao Prêmio BAFTA, o Oscar Britânico, como Melhor Filme Estrangeiro.

Greta Gerwig, diretora de ‘Little Women’

Getty Images

Com três filmes no currículo como diretora, atrizes como Meryl Streep, Emma Watson, Laura Dern e Saoirse Ronan já confiam no trabalho de Gerwig. No caso, a diretora conseguiu reunir todos esses nomes em um só trabalho: “Adoráveis Mulheres”. 

Desde “Frances Ha”, Gerwig é considerada um dos maiores nomes em ascensão quando se trata de direção cinematográfica em Hollywood, por sua visão sensível e envolvimento completo na hora de escrever e dirigir mulheres – e isso se consolidou com Lady Bird, um dos filmes mais premiados de 2018.

Melina Matsoukas, diretora de ‘Queen & Slim’

Reprodução / Instagram

Matsoukas tem ascendência grega, jamaicana e de Cuba. A diretora se formou em cinema em Nova York e iniciou a carreira na Gorilla Flix.

Kasi Lemmons, diretora de ‘Harriet’

Reprodução / Instagram

Kasi Lemmons esteve à frente de um dos filmes mais importantes da premiação, que narra a trajetória da abolicionista Harriet Tubman. Ela também dirigiu ‘Eve’s Bayou’ e ‘Dr. Hugo’

Lorene Scafaria, diretora de ‘Hustlers’

The Hollywood Reporter

 

Lorene Scafaria tem experiência no teatro e cinema. A norte-americana se interessou por cinema ao se inscrever em uma promoção da Pizza Hut que premiaria o melhor livro de ficção.

Marielle Heller, diretora de ‘A Beautiful Day in the Neighborhood’

Reprodução / Instagram

Marielle Heller foi selecionada no ‘Festival de Sundance’, em 2012. Ela ainda escreveu pilotos para a rede de TV norte-americana ABC.

Alma Har’el, diretora de ‘Honey Boy’

Reprodução / Instagram

Além de ‘Honey Boy’, ela fez sucesso com o filme ‘True Love’, de 2016, vencedor do prêmio de melhor documentário no ‘Karlovy Vary International Film Festival’

Mati Diop, diretora de ‘Atlantique’

Reprodução / Instagram

Além de diretora, Mati Diop é atriz. A carreira começou em 2008 com ‘35 Shots of Rum’. Importante dizer que Mati foi a primeira diretora negra cotada para a ‘Palma de Ouro de Cannes’.

Céline Sciamma, diretora de ‘Portrait of a Lady on Fire’

Divulgação / União Francesa de Cinema

A francesa possui um trabalho minimalista e iniciou a trajetória em ‘Water Lilies’. Sua obra destaca questões de gênero e sexualidade de garotas na adolescência.

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Fotos: Getty Images


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