Inspiração

10 momentos emblemáticos dos Jogos Olímpicos para mantermos a chama acesa

por: Vitor Paiva

A nova data dos Jogos Olímpicos de Tóquio foi finalmente anunciada pelo COI: as Olimpíadas que aconteceriam entre os dias 24 de julho e 09 de agosto de 2020 acontecerão entre 23 de julho e 08 de agosto de 2021. Trata-se de decisão inédita e acertadíssima: a pandemia do coronavírus fez com que pela primeira vez na história uma edição dos Jogos Olímpicos seja adiada – e, com isso, aconteça em um ano ímpar. Mas o espírito gregário e comunitário que marca os jogos deve ser mantido, com o mundo inteiro em esforço conjunto para vencer a pandemia.

Mas se as novas emoções olímpicas terão de esperar até o ano que vem, podemos sempre recorrer aos infinitos triunfos que os jogos já proporcionaram ao longo de seus 124 anos de história – desde Atenas, em 1896. Assim, separamos os dez momentos esportivos mais importantes da história dos jogos, que redefiniram a história da competição e mostraram o que ela pode ter de melhor. Os momentos políticos mais importantes dos jogos já foram mostrados em outra seleção aqui no Hypeness, e por isso não serão incluídos nessa lista.

Alice Coachman – Olimpíadas de Londres (1948)

Alice Coachman superando o racismo, o machismo e a gravidade em Londres © Bettman/Getty Images

Alice nasceu de uma família humilde, e treinava descalça e com equipamentos improvisados nos EUA ainda racialmente segregado. Nos Jogos Olímpicos de Londres, em 1948, a atleta do salto em altura estadunidense tornou-se a primeira mulher negra a ganhar uma medalha de ouro em uma Olimpíada.

Maria Gorokhovskaya –  Olimpíadas de Helnsique (1952)

A soviética Maria Gorokhovskaya em Helsinque © Wikimedia Commons

Ginasta nascida na antiga União Soviética, nos Jogos de 1952 em Helsinque, na Finlândia, Gorokhovskaya ganhou 2 medalhas de ouro e 5 de prata, tornando-se até hoje a maior medalhista feminina em uma mesma edição das Olimpíadas. Seu feito seria determinante para o estabelecimento do poder soviético na ginástica e nos jogos.

Adhemar Ferreira da Silva – Olimpíadas de Helsinque (1952)

O brasileiro Adhemar Ferreira com sua medalha de ouro em Helsinque, em 1952 © Wikipedia

O brasileiro Adhemar Ferreira da Silva não ficou satisfeito com somente a medalha de ouro no salto triplo em Helnsique, em 1952: ele quebrou o recorde mundial por quatro vezes na mesma tarde. Na edição seguinte, em 1956, ele conquistaria novamente o ouro, tornando-se o primeiro atleta bicampeão olímpico da história.

Abebe Bikila – Olimpíadas de Roma (1960)

Descalço, o maior maratonista de todos os tempos conquista Roma © COI/Wikipedia

Pelas ruas de Roma em 1960 o etíope Abebe Bikila espantou o mundo ao conquistar descalço sua medalha de ouro na Maratona. Primeiro homem a vencer duas maratonas, Bikila é considerado por muitos o maior maratonista da história. Tragicamente, um acidente de carro tiraria sua capacidade de andar em 1969.

Jim Hines – Olimpíadas do México (1968)

Jim Hines superando os limites humanos no México © Popperfoto via Getty Images

Em 1968 um recorde inimaginável foi batido no México: pela primeira vez um ser humano correu os 100 metros abaixo da marca dos 10 segundos. O responsável pelo feito foi o estadunidense Jim Hines, que cravou a distância em 9s95. O recorde atual é de Usain Bolt, com 9s58.

Bob Beamon – Olimpíadas do México (1968)

Beamon e o mais incrível salto de todos os tempos © Wikimedia Commons

Também no México, o estadunidense Bob Beamon quebrou um recorde de forma contundente: ele saltou 8,90 metros, superando a marca anterior de 8,35 metros em 55 centímetros. Seu recorde mundial se manteve por 23 anos como o mais longevo da história, até 1991, quando Mike Powell saltou 8,95. O feito de Beamon, porém, ainda é o recorde olímpico, e o segundo maior salto oficialmente registrado.

Nadia Comaneci – Olimpíadas de Montreal (1976)

Nadia, perfeita, nas Olimpíadas de 1976 © COI

O feito da ginasta romena Nadia Comaneci em 1976 é para muitos o maior momento das história dos jogos: com somente 14 anos ela conquistou o primeiro 10 perfeito da história da ginástica. Tratava-se de feito de tal forma inédito que o relógio marcador de pontos marcou 1.00, pois não era sequer capaz de marcar a nota máxima: ia somente até 9.9. Na mesma edição ela cravou outras seis notas 10, e levou 3 medalhas de ouro para casa. Nos jogos seguintes, em Moscou, ela conseguiria mais duas notas 10 e duas medalhas de ouro.

Nadia diante do placar que não “conseguia” dar seu 10 © COI

Dream Team – Olimpíadas de Barcelona (1992)

Magic Johnson e Michael Jordan no “Dream Team” © COI

Até 1992 em Barcelona atletas profissionais não eram permitidos nos jogos – e por isso os jogadores da NBA não participavam da competição de basquete. Quando essa regra caiu, os EUA montaram provavelmente o maior time da história do esporte – com nomes como Michael Jordan, Magic Johnson, Charles Barkley, Larry Bird, Karl Malone e Scottie Pippen ganhando a medalha de ouro e dando um dos maiores shows olímpicos já vistos.

Vanderlei Cordeiro de Lima – Olimpíadas de Atenas (2004)

© COI/Facebook

O maratonista brasileiro liderava a disputa durante os jogos de Atenas, em 2004, e tinha tudo para conquistar o ouro quando o ex-padre irlandês Cornelius Horan decidiu, em gesto delirante, invadir a pista e derrubar o atleta. Vanderlei se Recuperou e conseguiu conquistar o bronze, além da medalha Pierre de Coubertin do COI (Comitê Olímpico Internacional) pelo respeito aos valores dos Jogos.

Michael Phelps – Olimpíadas de Pequim (2008)

© Getty Images

O nadador estadunidense Michael Phelps já havia espantado o mundo com seus feitos em Atenas, em 2004, mas foi em Pequim, na edição seguinte, que ele conquistou o topo de seu esporte: com oito medalhas de ouro, ele tornou-se o atleta a conquistar mais medalhas em uma mesma edição. Phelps bateria 37 recordes mundiais e ganharia 19 medalhas olímpicas, tornando-se também o atleta mais medalhado da história.

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© fotos: créditos


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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