Fotografia

12 homens esmagam a masculinidade tóxica em ensaio sensível e arrebatador

por: Gabriela Glette

Patrocinado por: Namore-se

O mundo inteiro homenageou o 8M, expondo toda a beleza e dificuldade em ser mulher hoje. Porém, se mudássemos a perspectiva, esta data poderia ainda ser mais significativa. Esmagando a masculinidade frágil de maneira arrebatadora, a dupla Neringa Rekašiūtė e Edita Mažutavičiūtė convidou 12 homens de diversas idades, classes sociais e orientações sexuais para serem fotografados nus com arranjos florais para comemorar o Dia Internacional da Mulher. E ao “feminilizar” o sexo masculino, eles não somente escancararam toda a potência das mulheres, como mostraram que os próprios homens são reféns desta masculinidade tóxica.

ensaio masculinidade frágil 1

O projeto, compartilhado nesta semana, tem como objetivo destacar a vulnerabilidade dos homens e expor que uma série de estereótipos que costumam ser associados à masculinidade – são prejudiciais aos homens e às mulheres. Inspirando homens do mundo inteiro a mostrar suas fraquezas, estas fotos abrem espaço para um diálogo seguro e sem preconceitos.

ensaio masculinidade frágil 2

Nus, em posições ditas femininas e segurando flores, estes homens descrevem situações ou atitudes que provam que o segredo do equilíbrio é a polaridade. Intensa, a série nos convida a dissecar o destrutivo conceito de masculinidade. A coautora do projeto – Edita Mažutavičiūtė, explica que as semelhanças entre homens e mulheres são muito maiores do que as diferenças:Nesta era de mulheres, é importante não deixar os homens para trás. Toda a nossa sociedade deve crescer – não apenas partes dela. “

Nas entrevistas que acompanham as fotografias, estes homens falam de suas relações familiares, com o próprio corpo e relatam a última vez que derrubaram lágrimas. Assim como muitas pessoas, tenho um relacionamento superficial com meu pai. Quando eu era criança, meu pai escolheu sua carreira em vez da paternidade“, confidenciou o tatuador Martynas.

Nos últimos 3 anos mais de 3 mil mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil, mas nós sabemos que este número é muito maior. Ao mesmo tempo, nosso país registra uma morte por homofobia a cada 23 horas. A masculinidade tóxica não somente é um conceito ultrapassado, como mata – e como mata! Ensaios como este são importantes para que a sociedade pare de querer definir, encaixar e segregar as pessoas. Confira as entrevistas completas aqui.

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Fotos: Neringa Rekašiūtė


Gabriela Glette
Uma jornalista e produtora de conteúdo que mora na França. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias. Gabriela também é fundadora do site Quokka Mag, onde fala apenas sobre coisas boas!


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