Inspiração

6 iniciativas inspiradoras que promovem a inclusão na educação

por: Redação Hypeness

Em um país como o Brasil, inclusão não pode ser somente um tema para refletirmos sobre o funcionamento de nossas estruturas sociais e econômicas – tem de ser também um grito de urgência, para que mudanças concretas criem espaços mais amplos para profissionais, estudantes, seres humanos. Se a realidade não acompanha as necessidades vitais de nossa sociedade, é fundamental que projetos direcionados apressem essas transformações, a fim de tornar espaços de educação, por exemplo, justamente mais inclusivos e, com isso, mais diversos.

Pois se a educação é a chave e o diferencial para a mudança na vida das pessoas e na realidade de tais grupos, os estudantes e as universidades possuem papel fundamental em tal processo de transformação e inclusão. As escolas e universidades, afinal, são as instituições mais diretamente capazes de transformar a realidade social de um país – e por isso iniciativas capitaneadas por estudantes, ligadas diretamente à inclusão no meio acadêmico são tão importantes.

Assim, para celebrar tais esforços, selecionamos 6 projetos capazes de tornar os espaços educacionais mais inclusivos e humanizados, que servem como exemplo para a construção de um futuro melhor, mais diverso e democrático.

Projeto de Educação Física Inclusiva

 

Na cidade mineira de Contagem, os alunos da Escola Municipal Eli Horta Costa que possuem necessidades especiais podem participar das atividades de educação física como todas as outras crianças – por meio de um verdadeiro parque inclusivo, formado por brinquedos adaptados. O Projeto de Educação Física Inclusiva é uma parceria da Rede Municipal de Ensino com o Projeto Circuito Inclusão Solidária, e leva balanços, skates e tirolesas, jogos e brincadeiras, entre outros brinquedos, para estudantes com deficiência nas escolas.

Diretoria LGBT da UNE

Desde 2005 que a União Nacional dos Estudantes possui uma Diretoria de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênero – LGBT. Trata-se de uma frente pela inclusão dessa população nos espaços de educação e, com isso, afirmação e poder. A Diretoria já realizou um encontro específico para estudantes LGBTQ+, e segue na luta pela maior diversidade nos espaços estudantis, pelos direitos dessa população, e em debates importantes como a criação de cotas para para populações trans nas universidades e cursos de capacitação para combater o preconceito e o bullying nos espaços acadêmicos.

Políticas de inclusão da Unisinos

Filipe Rollof

Por meio do comitê de acessibilidade, a Unisinos procura cada vez mais se tornar uma universidade inclusiva e que incentiva projetos pela diversidade e a representatividade em seus campus e salas de aula. Além de ações diretas, que visam implementar planos de acesso, acolhimento, desenvolvimento de trabalho pedagógico, contratação e permanência de profissionais e o oferecimento de estágios, a universidade oferece Cursos de extensão sobre práticas de inclusão, Inclusão e diferença, e ainda encontro e fóruns itinerantes sobre o tema – mas não para por aí.

Carol Anchieta

Tendo como marca ser uma universidade mais humanizada, que abre espaço para iniciativas de diversidade e incentiva o surgimento de projetos e lideranças inclusivas, a Unisinos escolheu dois de seus alunos mais diletos como embaixadores desse espírito: Filipe Rollof e Carol Anchieta. Natural de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, Filipe foi eleito recentemente pelo jornal britânico Financial Times  como um dos 50 futuro líderes LGBTQI+ mais importantes do mundo. Depois de se formar em Comércio Exterior na Universidade, Filipe aproveitou seu trabalho em uma empresa de tecnologia para atuar justamente na questão da diversidade e inclusão LGBTQI+ – e desenvolveu o Pride@SAP Brasil, um grupo de colaboradores aliados à causa, por uma cultura inclusiva em ambientes profissionais. Hoje como líder de diversidade e inclusão em toda a América Latina, ele segue na universidade – completando seu mestrado em Design Estratégico na Unisinos. “Sempre se conectar com o diferente, ser curioso, entender que o desenvolvimento não vem só do curso, mas daquilo que nos move”, diz Filipe.

Já Carol sempre soube que levaria sua personalidade forte e singular para cada passo acadêmico e profissional que completasse. Formada em jornalismo pela Unisinos, ela levou a cultura urbana, a cultura de rua e o feminismo negro como essência para seus trabalhos em grandes grupos de comunicação como RBS, Globo, Canal Futura e mais: mas tudo começou na TV Unisinos. 

Segundo a comunicadora, além de trazer conhecimento, a universidade sempre lhe permitiu ser e afirmar quem ela é e o que ela acredita – hoje ela volta à instituição, para concluir seu mestrado também em Design Estratégico, fazendo um link entre a comunicação, a diversidade, a luta pela igualdade e a universidade onde começou. “Tenho muita certeza de que todo o conhecimento que adquiri na Unisinos, tanto na graduação, como agora no mestrado, realmente me fortalecem no mercado e fortaleceram como pessoa”, diz.

Plataforma Tem Que Ter

© Patrícia Ricter 

A representatividade também é uma necessidade simbólica – pois a diversidade de gênero, por exemplo, deve se dar nos meios profissionais e acadêmicos, mas também na publicidade e na comunicação de modo geral. Para oferecer meios diretos em tal processo, um grupo de estudantes de comunicação, publicidade, psicologia e design desenvolveu a plataforma Tem que Ter – um banco de imagens que oferece fotos em alta resolução com modelos da comunidade LGBTQ+, feito por estudantes e para estudantes e também profissionais de áreas diversas.

Projeto Ser Diferente é Normal

 A Associação Amigos da Inclusão, de Içara, em Santa Catarina promove a inclusão de diversos tipos de deficiência entre alunos da educação infantil através de histórias, músicas e principalmente bonecos. É o projeto “Ser Diferente é Normal”, cujo nome vem da canção que finaliza a apresentação, realizada pela Associação em parceria com a Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia de Içara. A ideia é conscientizar as crianças e promover o acolhimento dos colegas com deficiência.

 Diretoria LGBT da UFPE

A Universidade Federal do Pernambuco (UFPE) tornou-se, em 2015, a primeira do país a possuir uma Diretoria LGBT, com a função de trabalhar especificamente com a comunidade dentro de seu campus. O objetivo do trabalho é oferecer “acolhimento, a inserção e a permanência da comunidade” dentro da universidade, implementando ações afirmativas e projetos ligados aos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e Intersexuais. 

 

 

 

 

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© fotos: divulgação/reprodução


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