Ciência

Abraham Ortelius: a história do inventor do primeiro Atlas Mundial

Gabriela Glette - 02/03/2020 | Atualizada em - 29/06/2020

Com a tecnologia disponível hoje, nós conseguimos chegar a lugares que não conhecemos, graças a aplicativos de navegação online, como Google Maps e Waze. Atualizados em tempo real, em poucos minutos podemos ter em nossas mãos o roteiro que iremos seguir e o tempo médio estimado para a chegada. No entanto, nem sempre foi assim. De todas as invenções humanas, o mapa foi uma das mais importantes e Abraham Ortelius merece todo o nosso respeito, já que foi o inventor do primeiro Atlas Mundial.

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Figura-chave na história da cartografia, Ortelius nasceu na Antuérpia – Bélgica, em 1527, durante o auge da era humanista. Filho de um dos períodos mais férteis da história da humanidade, o século 16 foi conhecido pelas inúmeras invenções revolucionárias e pela rápida mudança de visão do mundo. Fascinado por novas descobertas e viagens, foi graças à curiosidade deste homem que nós tivemos acesso ao mais que que essencial Atlas Mundial.

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Ortelius era um grande colecionador de livros, gravuras, pinturas, mapas de parede e moedas de toda a Europa. Foi durante uma viagem à França, que ele conheceu o cartógrafo Gerard Mercator, que o inspirou a começar a produzir mapas sozinho. Ele iniciou sua carreira como colorista de mapas e depois se tornou um designer de mapas da empresa Plantin. Os primeiros mapas produzidos por ele foram grandes desenhos do mundo, como Egito, Terra Santa, Ásia, Espanha e Império Romano.

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O primeiro Atlas Mundial

Depois de uma carreira bem sucedida como desenhista de mapas, Ortelius decidiu criar uma compilação de mapas de inúmeros artistas, que ficou conhecido como Theatrum Orbis Terrarum (O Teatro do Mundo). Impresso pela primeira vez em 1570, o livro apresentava uma coleção de 53 mapas, todos do mesmo estilo e tamanho, impressos em placas de cobre e organizados por continente, região e estado. O atlas quase não continha mapas desenhados por ele, mas os de outros mestres que ele admirava, cada um com a fonte indicada.

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O Theatrum Orbis Terrarum foi tão bem-sucedido que teve que ser reimpresso 4 vezes no primeiro ano de publicação. Entre 1570 e 1612, o atlas foi publicado em 42 edições em 7 idiomas, incluindo latim, inglês, alemão, flamengo, francês, espanhol e italiano.

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Foi neste livro que um dos mapas mais icônicos foi apresentado ao mundo – o Typus Orbis Terrarum, que cobria o mundo inteiro de pólo a pólo, revelando a forma e o tamanho dos continentes com base no conhecimento da época. Baseando-se em registros de viagem de grandes navegadores, como por exemplo Marco Polo, agradeça a Abraham Ortelius por todo o conhecimento cartográfico que temos hoje!

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Fotos: Wikimedia Commons


Gabriela Glette
Uma jornalista e produtora de conteúdo que mora na França. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias. Gabriela também é fundadora do site Quokka Mag, onde fala apenas sobre coisas boas!