Arte

Amazofuturismo imagina um futuro indígena e cyberpunk

por: Mari Dutra

O ilustrador João Queiroz mistura estéticas de cyberpunk e solarpunk para criar um futuro com a cara do Brasil. Apelidado de Amazofuturismo, o projeto mescla as diferentes culturas dos povos originários brasileiros com toques futuristas.

A primeira ilustração da série foi publicada no Instagram do artista em maio de 2019 e a resposta foi imediata.

Desde então, a imagem já angariou mais de 2 mil curtidas. Os números são atípicos até mesmo para João, que possui mais de 4 mil seguidores na rede social.

Em seu portfólio disponível no ArtStation, João fala mais sobre a ideia. “[O projeto] foi inspirado pelas diferentes culturas e arte de várias comunidades indígenas do Brasil, como os kaiapós, tukanos, barés e guaranis. Também foi inspirado pelo solarpunk e afrofuturismo!“, descreve.

Em entrevista ao UOL Tab, o ilustrador comenta que, na época em que começou o projeto, estava pesquisando sobre cyberpunk, mas sentia que as referências eram muito focadas em temas asiáticos e não representavam a sua vivência.

A partir daí, decidiu se inspirar na estética para criar algo novo, que refletisse a diversidade cultural brasileira. A série ganhou toques de solarpunk, uma vertente do cyberpunk que se contrapõe à escuridão e ceticismo tradicionalmente associados ao estilo.

Com essa inspiração, as imagens ganharam cores mais claras, retratando um futuro mais leve.

Por ser natural do Norte do Brasil e se considerar caboclo, João Queiroz decidiu ilustrar temas que eram familiares à sua vida, como os diferentes povos originários brasileiros.

O resultado é apenas maravilhoso.

Para ficar por dentro dos próximos trabalhos de João Queiroz, segue o moço lá no Instagram.

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Todas as fotos: João Queiroz


Mari Dutra
Criadora do Quase Nômade, contadora de histórias, minimalista e confusa por natureza, com os dois pés (e um pet) no mundo. Chega mais perto no Instagram.

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