Debate

Após 30 anos em prisão masculina ela retorna para ajudar outras presas transexuais

Redação Hypeness - 20/03/2020

Sarah Jane Baker passou 30 anos detida numa prisão masculina por tentativa de assassinato. Agora, o seu objetivo é ajudar outras presas que se identificam como transexuais na Inglaterra e no País de Gales.

Hoje com 50 anos, Sarah viveu a experiência de prisão de uma forma ainda mais intensa por ser a única mulher em uma penitenciária voltada para homens.

Em liberdade desde o final de 2019, ela é violinista, artista e já escreveu um livro sobre as suas experiências: “Transgender Behind Prison Walls” (“Transgênero atrás dos Muros da Prisão”, em tradução livre).

Em entrevista à Thomson Reuters Foundation, ela conta que os outros detentos passavam a odiá-la ou desejá-la quando sabiam que ela era uma mulher trans.

Sarah foi detida quando tinha apenas 19 anos por sequestrar e torturar o irmão da sua madrasta. Enquanto cumpria pena, ela foi esfaqueada e chegou a ser estuprada por outros detentos.

Sarah posa em frente aos seus quadros segurando o violino com a mão esquerda.

Sarah posa em frente aos seus quadros

A sua transição de gênero também era ignorada atrás das grades. Embora pudesse usar maquiagem, ela não recebia estrogênio, hormônio usado para o desenvolvimento de características femininas, como seios e menos pelos no corpo.

Em 2017, decidiu remover os próprios testículos usando uma lâmina de barbear e quase morreu. Mesmo assim, alguns dos guardas da prisão se recusavam a chamá-la pelo seu nome social.

O caso de Sarah não é atípico. Transexuais estão mais expostos à violência física e sexual dentro das penitenciárias.

Recentemente, uma promessa do governo da Grã-Betanha levantou o debate sobre a necessidade de abrigar prisioneiros transexuais em prisões que correspondam ao sexo vivido. Enquanto esse dia não chega, Sarah busca ajudar outras pessoas trans a suportar a vida atrás das grades.

Encabeçando um grupo de defesa chamado The Transprisoner Alliance, ela escreve cartas e envia cosméticos e perucas a outros prisioneiros transexuais.

“Um batom, um corte de cabelo… é difícil resumir o que isso pode significar para uma pessoa nesse contexto”, disse ela à reportagem.

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Fotos: Reprodução/Twitter


Redação Hypeness
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