Viagem

Conheça a incrível adega subterrânea com mais de 1,3 milhão de garrafas na Moldávia

por: Vitor Paiva

Debaixo da terra do país mais pobre da Europa existe uma das maiores enotecas e coleções de vinho do planeta: com 120,7 quilômetros de corredores e túneis em um verdadeiro labirinto a 76 metros abaixo do nível do mar ficam as Minas de Cricova, uma antiga caverna de extração de calcário na Moldávia, que hoje guarda mais de 1,3 milhão de garrafas. O local fica a 15 km de Chisinau, capital do país, e é tão grande que possui ruas (batizadas pelo tipo de cada vinho naquele ponto), veículos, um mini trem, cinco luxuosas salas de degustação em corredores com até 75 metros de largura.

As minas foram originalmente abertas no século XV para extração de calcário, e somente nos anos 1950, sob o governo da antiga União Soviética, que foi transformado em adega. As Minas de Cricova produzem mais de 150 tipos de vinho e, apesar de produzir vinhos premiados e espumantes de qualidade extrema, a estrela do local, que o torna em uma das mais importantes atrações turísticas da Moldávia – o país menos visitado por turistas de toda a Europa – são mesmo suas diversas coleções.

Entre garrafas que datam até 1902, a mais controversa é a coleção de vinhos de Hermann Göring, antigo comandante-chefe nazista, com mais de 2 mil garrafas. Reza a lenda que quando o cosmonauta soviético Yuri Gagarin conheceu Cricova pela primeira vez, permaneceu dois dias dentro das Minas, tendo de ser carregado em sua saída.

O local é visitado por turistas com frequência, mas já recebeu políticos de renome como a chanceler alemã Angela Merkel, o ex vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e é frequentemente visitado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin – que chegou a celebrar seu aniversário de 50 no local, em 2007.

Curiosamente, as Minas de Cricova não são a maior adega do mundo – nem mesmo da própria Moldávia: em um local próximo fica a vinícola Milestii Mici, que possui cerca de 200 quilômetros de túneis subterrâneos e mais de 2 milhões de garrafas em sua coleção – que, em agosto de 2005, foi atestada como a maior do mundo pelo Guiness Book, o livro dos recordes.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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