Ciência

Coronavírus: este é o melhor gráfico sobre a evolução da pandemia no mundo

por: Vitor Paiva

Os gráficos apontam: achatar a curva, essa é a palavra de ordem mais ponderada, eficaz e importante no que diz respeito à contenção do coronovírus pelo mundo. A hashtag #FlattenTheCurve ganhou o mundo a partir de um gráfico que melhor explica nossa missão agora diante da epidemia – mais do que se desesperar, é fundamental manter os casos dentro da capacidade de tratamento dos sistemas de saúde, para que o número de mortos não aumente justamente por falta de capacidade de atendimento, e é basicamente isso que o gráfico, criado pela jornalista visual Rosamund Pearce, da revista The Economist e modificado pelo especialista em saúde pública Drew Harris – e aqui adaptado por reportagem do G1 – mostra.

As curvas no gráfico mostram a diferença entre a aplicação correta de medidas de controle, e a ausência dessas medidas em relação à capacidade do sistema de saúde de atender os infectados. A primeira curva, pontilhada e mais aguda, alta e muita acima da capacidade de atendimento, mostra o futuro da epidemia sem as medidas corretas de contenção e controle. A segunda, mais extensa porém com as infecções adiadas, praticamente toda a abaixo da capacidade total do sistema de saúde, mostra o efeito de tais medidas – que, depois de um tempo, reduzem o contágio, mantendo os casos dentro das capacidades de hospitais e centros de saúde de modo geral. Essa é a diferença entre vida e morte no caso de uma epidemia como a do coronavírus.

Emergência improvisada na Itália

Quanto menos as infecções acontecerem todas as mesmo tempo, maior a capacidade de atendimento tanto da demanda por medicamentos quanto por leitos e tratamentos propriamente. Daí a importância de se “achatar a curva” do gráfico: na Itália, os hospitais estão lotados, sem condições de atendimento não só para os casos de Covid-19, mas também de outras doenças. O coronavírus não precisa ser uma doença apocalíptica para produzir um cenário apocalíptico: basta que os pacientes não possam ser atendidos.

Atendimento em Utah, nos EUA

Para isso, é fundamental seguir os especialistas, o que dizem os cientistas e médicos, lavar as mãos por 20 segundos a cada contato, manter ao máximo o trabalho remoto, evitar viagens, multidões, aglomerações e cuidar da saúde. Achatar a curva, agora, é salvar vidas.

Situação na Itália superou as capacidades de atendimento do sistema de saúde do país

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© fotos: divulgação

© arte: G1


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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