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Coronavírus: imagens de satélite mostram queda na poluição com indústrias paradas China

por: Kauê Vieira

A epidemia de coronavírus que á se espalha pelo mundo começou na China, o que fez com que uma parte da população do país mais populoso do mundo esteja colocada em quarentena, muitas vezes sem poder sair de casa. Imagens aéreas mostram que tal determinação acabou por impactar diretamente em outro problema chinês: o país é também um dos maiores poluentes do planeta, e com as indústrias paradas, o nível de emissão de gases na região caiu literalmente a olhos vistos, conforme as imagens da NASA ilustram.

Cidade chinesa em quarentena

As imagens revelam a redução nos níveis de dióxido de nitrogênio, gás tóxico emitido por veículos, indústrias, usinas de energia e fábricas. O mapa revelado pela NASA mostra os níveis durante as três primeiras semanas de fevereiro – a redução começou justamente na região de Wuhan, onde o coronavírus primeiro apareceu, e depois se espalhou por todo o país. O efeito é diretamente ligado ao fechamento temporário das indústrias, a redução dramática de veículos nas ruas e o próprio desaquecimento econômico no país por conta da epidemia.

À esquerda, o nível de emissão chinês em janeiro de 2020; à direita, entre 10 e 25 de fevereiro

A emissão do início de janeiro até meados de fevereiro em Wuhan

“Essa é a primeira vez que vejo uma queda tão dramática em uma área tão extensa a partir de um evento específico”, diz Fei Liu, pesquisadora na agência estadunidense. A questão, é claro, vai além do efeito provocado pela quarentena, mas sim ilustrando a necessidade de colocarmos as urgentes necessidades ambientais e principalmente humanas à frente das demandas econômicas e industriais.

Poluição na China

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© fotos: NASA/divulgação


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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