Ciência

Coronavírus: simulador ajuda a entender progressão da pandemia no Brasil

por: Karol Gomes

Com o objetivo de auxiliar pesquisadores, médicos, cientistas de dados, jornalistas e até mesmo curiosos a entender e visualizar a progressão da Covid-19 no Brasil, a Cappra Lab criou um “simulador do coronavírus, que mede a contaminação de acordo com cenário montado pelo usuário: que informa país, estado ou cidade que está. 

A ferramenta é baseada no modelo criado pela pesquisadora americana Alison Hill e adaptada pelo time de cientistas do Cappra Institute for Data Science para simulação do cenário no Brasil.

– Jornalista da Globo chora ao pedir que idosos fiquem em casa por coronavírus

Simulador colabora para avaliar medidas de contenção do coronavírus em diferentes regiões do país

A contaminação ainda é crescente – e acelerada – no país. Foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). No entanto, os outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março). De acordo com dados dessa sexta-feira (27 de março) das secretarias estaduais de Saúde, são 3.027 casos confirmados do novo coronavírus no Brasil com 77 mortos

Por isso é importante ter uma ferramenta como o simulador em mãos. Através do recurso, é possível avaliar o impacto das medidas de intervenção adotadas em cada localização, como compra de mais equipamentos de proteção individual (EPIs), distanciamento social ou a disponibilização de mais leitos de hospitais e de UTI. Além disso, é possível se atualizar sobre estimativas, consultando que 58 do total de mortes no Brasil está em São Paulo, o estado mais afetado pela epidemia. 

O funcionamento do simulador do coronavírus

– Astronauta com 1 ano de experiência no espaço dá dicas para quarentena

O simulador mostra ainda casos previstos do COVID-19 versus a capacidade do sistema de saúde de cuidar deles. Os cuidados necessários dependem da gravidade da doença – indivíduos com infecção “grave” requerem hospitalização e indivíduos com infecção “crítica” geralmente requerem cuidados no nível da UTI e ventilação mecânica. Saber como se proteger e a hora certa de procurar ajuda é de grande colaboração para os profissionais de saúde, que estão atendendo acima da demanda normal. 

Publicidade

Foto: Getty Images


Karol Gomes
Karol Gomes é jornalista e pós-graduada em Cinema e Linguagem Audiovisual. Há cinco anos, escreve sobre e para mulheres com um recorte racial, tendo passado por veículos como MdeMulher, Modefica, Finanças Femininas e Think Olga. Hoje, dirige o projeto jornalístico Entreviste um Negro e a agência Mandê, apoiando veículos de comunicação e empresas que querem se comunicar de maneira inclusiva.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Experimento mostra coronavírus no ar por 14 minutos e transmissão por fala