Viagem

Fotos mostram como natureza se apropria de lugares criados pela humanidade

por: Vitor Paiva

A humanidade gosta de pensar que tem o planeta sob seu controle e domínio, mas basta alguns dias imóveis para que fique clara a verdadeira força da natureza – as imagens de animais selvagens tomando o centro das grandes cidades durante a atual quarentena, e a rapidez com que os canais de Veneza e os céus da China se livraram da poluição nesse período de paralização não nos deixa mentir. Vários exemplos anteriores aos efeitos do coronavírus, porém, já nos mostravam como a natureza pode, em muito pouco tempo, tomar por completo as construções e criações humanas que pensávamos que eram indestrutíveis e impenetráveis.

O que antes eram verdadeiros triunfos da arquitetura, sem a presença dos seres humanos rapidamente são integrados à natureza feito sempre tivessem feito parte. Assim, partimos de uma seleção realizada pelo site TreeHugger para mostrar locais que já forma pontos turísticos de intensa atividade humana, e que hoje mais parecem parte da paisagem ou de uma floresta, devidamente tomados pela natureza.

Ilha Gouqui – Arquipélago Shensi (China)

© Johannes Eisele/AFP/Getty-Images

Formado por 400 ilhas no total com 18 ilhas habitáveis ao sul do Rio Yantze, em meio ao arquipélago Shensi, a Ilha Gouqui um dia foi uma colônia de pescadores. O desenvolvimento da indústria pesqueira atropelou os pescadores artesanais, e hoje as casas das vilas foram tomadas pelo verde da natureza.

Hotel Del Salto – Quedas de Tequendama (Colômbia)

© reprodução Youtube

Com mais de 100 metros de altura, as Quedas de Tequendama, no Rio Bogotá, eram naturalmente uma grande atração turística próxima a Bogotá – e foi para dar conta dessa demanda que o Hotel Del Salto foi construído. A poluição no rio tornou a vista espetacular em um esgoto a céu aberto, fazendo com que o hotel fechasse nos anos 90 – mantendo somente a natureza como hóspede até hoje.

Kolmanskop (Namibia)

© Creative Commons Zero

Quando, no início do século XX, diamantes foram descobertos na região de Kolmanskon, na Namíbia, rapidamente uma mineradora alemã migrou e uma cidade inteira foi construída ao redor da área de mineração. Nos anos 30, quando os diamantes começaram a acabar, com a mesma velocidade a cidade foi abandonada, e aos poucos a areia do deserto foi tomando o lugar da população de outrora.

Ilha Holandesa – Maryland (EUA)

© baldeaglebluff

360 pessoas decidiram em 1910 formar uma pequena comunidade agrícola em uma ilha no estado de Maryland, nos EUA. Foram construídas 70 casas, com lojas, correios, escolas e tudo que se tem direito. Só esqueceram de combinar com a maré, que foi aos poucos tomando e destruindo a ilha. A última família deixou a vila em 1918, e a última casa tombou, abandonada, em 2010.

Navio SS Ayerfield – Sidney (Austrália)

© mezuni

É normal que navios naufragados sejam tomados por corais, algas e outras formas de vida marinha. O SS Ayerfield, porém, não afundou, mas sim permaneceu na superfície – e ainda assim a natureza prevaleceu. Em cima do navio, construído em 1911 como cargueiro e abandonado quando enfim posto em desuso, há hoje uma verdadeira floresta.

Angkor Wat (Camboja)

© Uwe Aranas/CEphoto

As estruturas hidráulicas, os templos e as construções da antiga capital do reino Khmer remontam aos séculos IX a XIV. Angkor Wat, no Camboja, é hoje reconhecida pela UNESCO como um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo, com especial destaque para o Templo de Ta Prohm, tomado pelas imensas árvores e o verde local.

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© fotos: créditos


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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