Ciência

Jovem de 22 anos descreve como é conviver com coronavírus

por: Vitor Paiva

O fato de que estatisticamente o coronavírus atinge menos as populações até os 60 anos e em intensidade consideravelmente mais fraca não quer dizer que os jovens estejam imunes a Covid-19. Foi para alertar para a necessidade dos jovens também tomarem rigorosamente as precauções a fim de combater a disseminação do vírus que a influenciadora Bjonda Haliti decidiu dividir pelo twitter seu caso: aos 22 anos ela testou positivo para a doença – e postou seu dia-a-dia e como está combatendo os efeitos.

Vivendo na Califórnia, Haliti tinha dúvidas se deveria ou não contar sua vivência. “Quero dividir minha experiência especialmente com aqueles que têm minha idade, para ajudar a trazer conhecimento e aliviar o estresse e a ansiedade que alguns podem estar tendo por conta da pandemia”, ela escreveu. Em seguida, Haliti passou a contar, dia pós dia, como os sintomas e sua rotina vêm se dando.

“Dia 1: começou com uma tosse mediana e SECA e a garganta um pouco dolorida. Eu fiquei muito cansada nessa noite”, diz o primeiro tweet de um longo thread. No segundo dia os sintomas se agravaram, com muita pressão na cabeça, calafrios, febre e dor nos olhos. No terceiro dia, os mesmos sintomas, com baixa energia. No quarto dia, depois de um médico dizer que era uma infecção, veio a falta de ar – “como se tivesse com tijolos no peito”, ela escreve. A dificuldade de testar para o coronavírus já era grande.

No sexto dia a energia começou a subir, mas os sintomas seguiam: garganta doendo, tosse, respiração curta. No dia seguinte, os mesmos sintomas, mas em intensidade menor. No oitavo dia ela diz que começou “a sentir como ela mesma” novamente. Somente no décimo dia veio o resultado positivo, quando sua energia já estava normal, com pouca tosse e um pouco de catarro. Hoje ela já se sente melhor, mas ainda segue em auto-isolamento, hidratando-se sem parar e procurando uma maneira de refazer o teste.

“Para quem me perguntou como é: eu já lidei com gripes piores no passado. Eu disse que minha dor era moderada (4/10) quando fui ao médico. Os três primeiros dias foram os piores”, escreveu, lembrando que, para grupos de risco, a situação pode ser muito pior. Haliti acredita que contraiu em um bar ou boate, visto que saiu até sábado – sua tosse começou no domingo. Daí a importância do isolamento social – não só para evitar para si, mas principalmente para não contaminar aqueles que podem vir a contar um relato muito mais assombroso que o de Haliti.

 

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© fotos: Twitter


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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