Futuro

O dia em que a Filarmônica de Roterdã tocou a 9ª Sinfonia de Beethoven pela internet

por: Vitor Paiva

Uma orquestra tocando em harmonia, com dezenas de músicos soando em precisão, ritmo e melodia é um verdadeiro triunfo da capacidade humana – como um motor perfeito, um organismo vivo e saudável, algo capaz de nos levar às mais profundas emoções e lágrimas. É essencialmente por isso que o vídeo mais recente lançado pela Orquestra Filarmônica de Roterdã já passou de 2 milhões de visualizações e vem arrancando aplausos remotos porém emocionantes de todos: nele, 19 músicos da orquestra executam uma das mais incríveis peças musicais em conjunto, mas sem desrespeitarem a quarentena – como cada um tocando diretamente de sua casa.

A Orquestra Sinfônica de Roterdã, quando ainda podiam tocar efetivamente juntos © divulgação

A peça escolhida foi uma das mais célebres da história da música, a “Sinfonia nº 9”, concluída em 1824 pelo compositor alemão Ludwig Van Beethoven e considerada por muitos como um dos maiores feitos de toda humanidade.

E se toda orquestra é naturalmente um imenso esforço de sincronia, para realizar tal feito e executar a mais célebre peça de Beethoven remotamente, o esforço foi ainda maior – feito através de um dos tantos apps de videoconferência que se popularizaram nesse período de isolamento.

No vídeo, os músicos executam o trecho mais célebre da sinfonia, parte do quarto movimento da peça, intitulado “Ode à alegria” por ser inspirado em poema de Friedrich Schiller de mesmo nome. Intitulado “From us, for you”  (De nós para vocês, em tradução livre), o vídeo traz na sua descrição um incentivo importante: “Estamos nos ajustando a uma nova realidade, e temos que encontrar soluções para apoiarmos uns aos outros”, diz o texto.

“Forças criativas nos ajudam, vamos pensar fora da caixa e usar inovações para nos mantermos conectados e para fazermos as coisas funcionarem em conjunto – pois, se fizermos juntos, vamos conseguir”.

 

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© fotos: reprodução/divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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