Arte

O que se sabe sobre o museu do hip hop que será inaugurado no Bronx

por: Vitor Paiva

O hip hop nasceu no bairro do Bronx, em Nova York, na década de 1970, como expressão profunda da cultura negra e de rua, misturando influências para desenvolver uma música tão simbólica e singular para a cultura dos EUA quanto é, por exemplo, o Jazz. É mais do que natural, portanto, que o bairro seja endereço do primeiro museu dedicado ao gênero, que hoje se tornou possivelmente o estilo musical mais popular do mundo: o Universal Hip Hop Museum está programado para abrir suas portas em 2023 – e uma exposição pop-up está mostrando uma prévia do que o museu irá oferecer.

Imagens do projeto do museu no Bronx

Segundo Rocky Bucano, diretor executivo do museu, não existe um espaço dedicado exclusivamente à preservação e celebração dessa cultura, e o Universal Hip Hop Museum nasceu com essa missão pelas melhores mãos possíveis – idealizado há oito anos por pioneiros da história do movimento, como o rapper Kurtis Blow, Grandemaster Melle Mel (vocalista e compositor do grupo Grandmaster Flesh and the Furious Five) e Afrika Bambaataa. Tornaram-se também parceiros na iniciativa nomes como Nas, Ice-T e LL Cool J.

O ambiente da exposição pop-up

A primeira exposição começa do início – as origens do hip hop. A cada seis meses, uma nova exposição será montada, ilustrando uma nova etapa do surgimento e crescimento do movimento, até o museu estar completo, com 5.570 metros quadrados de espaços para exposições interativas, imersivas, filmes, seminários e, claro, shows. A ideia é que o acervo traga manuscritos, discos, filmes e a celebração da cultura como um todo, e não só da música. A exposição pop-up acontece no mercado terminal do Bronx, e a construção do museu está prevista para começar em julho – com inauguração para 2023, em celebração dos 50 anos do movimento.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.


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