Criatividade

Pacientes dividem histórias hilárias antes de anestésicos fazerem efeito

por: Vitor Paiva

Além de nos salvar das dores e permitir cirurgias e outros procedimentos médicos, os anestésicos também provocam efeitos que, ao fim, se revelam hilários – uma espécie de “onda”, como bebidas e drogas leves podem também provocar. Não é por acaso que os vídeos mostrando o comportamento de pacientes ainda anestesiados, feito estivessem bêbados, se tornaram sucesso imediato na internet: as reações e causos são os mais engraçados possíveis.

Pois, para além do impacto químico, o sentido emocional das anestesias também ajuda a compor as hilárias histórias reunidas pelo site Bored Panda através do Twitter: algo que, num passe de mágica, tira nossa dor parece também mexer com nossa imaginação. Vemos nas séries e no cinema, mas quando é com a gente propriamente, as histórias da vida real se revelam muito mais cômicas do que poderíamos pensar.

“Quando fui operado eu pensei que me dariam anestesia e que fariam uma contagem regressiva como vemos na TV, mas na verdade uma enfermeira tcheca apenas olhou pra mim e disse: ‘adeus’, e eu apaguei. Eu rio toda vez que penso nisso”

“Enquanto me davam anestesia eu perguntei: ‘e se não funcionar?’, e a enfermeira respondeu, ‘normalmente funciona, mas se não, nós temos um martelo’”.

“Quando eu estava tomando anestesia por conta de uma retirada de um siso, a enfermeira me perguntou se eu tinha namorado. Disse que não. Ela então me perguntou se eu tinha namorada. Disse que não novamente, e lhe disse, conclusiva: ‘eu só quero um cachorro’, e apaguei”.

“Eu ainda me lembro antes de tomar para minha cirurgia de fusão espinhal, a enfermeia disse: ‘Você vai estar anestesiado durante a cirurgia. Vou começar agora’. Alguns segundos depois eu perguntei quando o efeito ia bater: esses poucos segundos foram 9 horas depois”.

“Eu miei na cirurgia aparentemente”

“Eu estava chorando quando eles me apagaram, então o enfermeiro me disse pra imaginar que ele era o Richard Gere, e eu apaguei soluçando que não sabia quem era”.

“Eu tomei uma vez, pra retirada do apêndice. Me lembro desse diálogo:

Eu: posso tomar água?

Enfermeira: Agora não, você vai ser operada em breve.

Eu: Estou realmente com sede, quando vou ser operada?

Enfermeira: já terminamos”

“O meu disse pra eu contar de 10 a 0 e quando terminei disse que não tava sentindo nada. Eles disseram: ‘Oh, foi mal’, apertaram alguma coisa e eu APAGUEI”

“O meu disse: ‘lá vem o suco da felicidade’ e a próxima coisa que me lembro eu acordei sem metade do meu cólon”

“Eu fiz uma cirurgia na mandíbula com 17 anos, e eles me deram um sedativo leve antes de ir para o centro cirúrgico por eu estar nervoso. Então eu já estava ‘alto’ quando cheguei no centro, e quando veio a anestesia eu pensei: ‘vou lutar contra ela’. Eu perdi.”

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© fotos: reprodução/Bored Panda


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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