Ciência

‘Passou um caminhão em cima de mim’: a história da professora infectada com coronavírus

Redação Hypeness - 13/03/2020

A professora de inglês Beatriz Onofre, de 53 anos, viajou recentemente para o Irã e, na volta para o Brasil, passou por Bangkok e Zurique e não sabe como contraiu o coronavírus. Fato é que ela está isolada, em quarentena, tendo que lidar com os sintomas

Em entrevista à BandNews FM, ela contou como começou a desconfiar da doença, o diagnóstico, o acompanhamento médico e a quarentena. “Passou um caminhão em cima de mim e eu tinha perdido a placa”, contou.

– Vacina cubana contra coronavírus era fake news, mas parceria com a China pode ser esperança

Beatriz conta que chegou bem ao Brasil e não viu ninguém do seu grupo de viagem espirrando ou com coriza. No dia seguinte, ela acordou, como ela mesma descreve, “péssima” e decidiu não sair de casa, desconfiada de que não poderia ter contraído o coronavírus.   

Beatriz e a doguinha Pipoca

Beatriz procurou um médico de hospital particular, que faz a consulta, remotamente, por transmissão de vídeo. O médico enviou uma enfermeira a casa dela para realizar o teste. Ao perceber que o resultado não estava disponível no site do hospital mesmo após o prazo máximo para liberações, ela concluiu que havia testado positivo.

– Como Gabriela Pugliesi contraiu coronavírus no casamento da irmã

“Sentia fraqueza, desânimo, muita dor de cabeça, dor no corpo, coriza e incômodo na garganta, mas o que me pegou foi a febre. Eu não tenho muita febre com facilidade. Quando chegou a 37o já achei estranho. Quando foi para 37,8o eu falei ‘opa, tem alguma coisa muito errada comigo”, relata. 

A professora disse que tomou vários cuidados, como lavar as mãos, não passar a mão no rosto, adotou o uso de máscaras e evitou aglomerações no Irã – mas ainda assim ela foi pega pelo vírus. “Percebi que o vírus não é linear. Nos dois primeiros dias eu fiquei ótima, mas no quarto dei uma caída de novo. O monitoramento é extremamente importante”, alertou a professora, que agora mede a própria temperatura todo dia pela manhã. 

– Infectada por coronavírus relata perda do olfato e agressões nas redes sociais

A única medicação que Beatriz está tomando é um antigripal. Dentro de sete dias ela fará um novo teste. Dando negativo, a professora estará liberada.

– Coronavírus: em meio ao caos, temos boas notícias para você não surtar

Apesar da quarentena, Beatriz segue dando aulas por Skype. E ela não está sozinha: sua cachorra, Pipoca, uma maltesa de 12 anos, faz companhia o tempo todo. Por causa do contato com a dona, a cadela também não pode sair, por estar com o vírus no pelo e na pele. “Ela não está nem tomando banho. E está adorando”, brincou. 

Publicidade

Foto: Arquivo Pessoal


Redação Hypeness
Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Warning: file_put_contents(/var/www/html/wordpress/wp-content/themes/hypeness-new/functions/cache/twitter-stream-hypeness.txt): failed to open stream: Permission denied in /var/www/html/wordpress/wp-content/themes/hypeness-new/functions/social.php on line 410


X
Próxima notícia Hypeness:
Maquiagem pode ter químicos ligados ao câncer, aponta estudo